Seja Cheio do Espírito

Para muitos, ser cheio do Espírito Santo é um assunto vago e místico. Não há uma ideia clara e definida na mente das pessoas em relação a isso, além do fato de haver muitos ensinamentos errados sobre esse ministério do Espírito. Não admira que os cristãos sejam confusos quanto a esse assunto.
Em primeiro lugar, ser cheio do Espírito deve ser diferente de Seus outros ministérios:
A habitação.Isso significa que a Terceira Pessoa da Trindade mora, literalmente, no corpo de cada crente. Nosso corpo é o templo do Espírito.
O batismo.O batismo é o ministério do Espírito que coloca uma pessoa no corpo de Cristo no momento em que ela crê. A partir de então, ela se torna membro da Igreja Universal.
O selo.Um selo é uma marca de posse e segurança. Deus Espírito marca o crente como sinal de que pertence ao Senhor e está seguro por Ele.
O penhor.Isso significa um sinal ou garantia. Alguns o comparam com a aliança de noivado. Tão certo como a pessoa possui o Espírito, ela também receberá, um dia, a herança por completo.
A unção.No Antigo Testamento, reis e sacerdotes eram ungidos com óleo em um rito inaugural. Da mesma forma, o Espírito nos unge como sacerdotes reais. A unção possui um significado adicional em 1 João 2.27. O ministério de ensino do Espírito nos permite distinguir a verdade do erro.
Todos esses ministérios do Espírito acontecem no momento em que uma pessoa é salva. Eles são automáticos. Não exigem qualquer cooperação por parte do novo crente. Não há condições a serem satisfeitas. São experiências definitivas.
Ser cheio do Espírito é diferente. Na verdade, no Novo Testamento, há duas formas de sermos cheios.
Primeiro, um crente pode ser cheio do Espírito soberanamente para alguma obra especial. Assim, lemos que João Batista foi cheio do Espírito Santo no ventre de sua mãe (Lc 1.15b). Dessa maneira, Deus o preparou para ser o precursor do Messias. É possível que essa palavra tenha sido usada nesse sentido na maioria das ocorrências no livro de Atos. Foi assim que os discípulos foram cheios do Espírito Santo como preparação para a vinda dEle no Pentecoste (At 2.4). Pedro foi cheio do Espírito, pois precisava ser equipado a fim de ser convincente na transmissão da mensagem às autoridades e aos cidadãos comuns (At 4.8). Pedro e João foram cheios a fim de proclamar a Palavra de Deus com intrepidez (At 4.31). Saulo foi cheio do Espírito para pregar de Cristo em Damasco (At 9.17,22). Depois, ele foi novamente cheio para denunciar Elimas, o mágico (At 13.9). Pelo menos algumas dessas ocasiões em que as pessoas foram cheias do Espírito foram temporárias e não houve exigências a serem satisfeitas para que isso ocorresse.
Segundo, há uma forma de sermos cheios do Espírito para a qual há condições. É isso que encontramos em Efésios 5.18. Não é algo pelo qual você ora, mas uma ordem à qual obedece. É claro na língua original do Novo Testamento que o significado desse versículo é: “Sejais continuamente cheios”. Trata-se de um processo contínuo, não de uma realização. Não é uma experiência emocional, mas uma vida de santidade constante.
Paulo escreveu: “E não vos embriagueis com vinho, no qual há dissolução, mas enchei-vos do Espírito”. Por que ele mencionou algo tão ruim quanto a embriaguez juntamente com o nosso dever de sermos cheios do Espírito? Provavelmente porque há algumas semelhanças e diferenças evidentes entre as duas coisas. Primeiro, as semelhanças. Em ambos os casos, a pessoa está sob um controle externo. Na embriaguez, ela está sob o controle da bebida alcoólica chamada, às vezes, de “espíritos”. Ser cheio do Espírito significa que ela está sob o controle do Espírito Santo. Em ambos os casos, é possível saber quem a controla pela forma como anda: o bêbado cambaleia a esmo; a pessoa cheia do Espírito anda separada do pecado e do mundo. Em ambos os casos, é possível saber quem a controla pelo modo como fala: a fala do alcoólatra é enrolada e profana; a fala do crente é edificante e exalta a Cristo.
Também há duas diferenças. Quando se está embriagado, há perda do autocontrole; quando se está cheio do Espírito, não há perda do autocontrole. Quando se está embriagado, há uma menor resistência ao pecado; quando se está cheio do Espírito, a resistência é maior.
Lembrei-me das palavras perspicazes de James Stewart: “Se é pecado embriagar-se com vinho, é um pecado ainda maior não ser cheio do Espírito”.
Conforme mencionado, ser cheio do Espírito é a vida de santidade. Você a encontra sob diferentes aspectos nestas passagens:

  • É o caráter de um cidadão do reino (Mt 5.1-16);
  • É a vida permanente (Jo 15.1-17);
  • É a vida de amor (1 Co 13);
  • É a armadura do cristão (Ef 6.10-20);
  • É a vida do caráter cristão (2 Pe 1.5-11).

A seguir, algumas coisas essenciais a fazer para ser cheio do Espírito:

  • Confesse e abandone o pecado assim que tomar consciência dele (1 Jo 1.9; Pv 28.13);
  • Submeta-se ao controle do Senhor em todos os momentos (Rm 12.1-2);
  • Encha-se com a Palavra de Deus (Jo 17.17). Você não pode ser cheio do Espírito a menos que a Palavra de Cristo habite em você ricamente (Cl 3.16);
  • Passe bastante tempo em oração e adoração (Rm 8.26; 2 Co 3.18);
  • Mantenha-se perto da comunhão cristã, evitando envolver-se com questões do mundo (Hb 10.25; 2 Tm 2.4);
  • Ocupe-se para o Senhor (Ec 9.10);
  • Diga um sonoro “não” para os apetites ilícitos da carne (1 Co 9.27). Responda à tentação pecaminosa como um morto responderia (Rm 6.11). No momento de forte tentação, clame ao Senhor (Pv 18.10). Tome medidas rigorosas para evitar qualquer pecado (Mt 18.8). Fuja, não caia (2 Tm 2.22). Aquele que luta e foge sobrevive para lutar mais um dia.
  • Controle seus pensamentos (Pv 23.7; Fp 4.8);
  • Seja Cristocêntrico, não egocêntrico (Jo 16.14).

Agora faça o que tem de fazer, crendo que o Espírito está no controle.
Como é ser cheio do Espírito? A maior parte da vida provavelmente continuará sendo o habitual trabalho duro, rotineiro e secular. Às vezes, haverá picos. Porém, você perceberá que os mecanismos da vida se encaixam, que acontecem coisas incomuns. Você terá consciência de que o Senhor está operando em você e por seu intermédio. Sua vida reluzirá com o sobrenatural e, quando você tocar outras vidas, algo acontecerá para Deus.
Além disso, haverá poder (Lc 24.49; At 1.8), intrepidez (At 4.13,29,31), alegria (At 13.52), louvor (Lc 1.67-75; Ef 5.19-20) e submissão (Ef 5.21).
Um último aviso. A pessoa que é cheia do Espírito nunca diz que é. O ministério do Espírito é exaltar Cristo, não o crente. Vangloriar-se como se o tivesse alcançado é orgulho. (William MacDonald – http://www.chamada.com.br)

William MacDonald (7/1/1917 – 25/12/2007) viveu na California–EUA, onde desenvolveu seu ministério. Sua ênfase era de ressaltar com clareza e objetividade os ensinamentos bíblicos para a vida cristã, tanto nas suas pregações como através de mais de oitenta livros que escreveu. 

Enfrente as Fornalhas

Enfrentando as Fornalhas da Vida

Alguma vez em sua vida você provavelmente já se perguntou: “Por que Deus permite que soframos? Por que enfrentamos adversidades e dores?”.
Existem várias respostas. Às vezes a tribulação é a disciplina imposta por Deus. Quando não estamos caminhando com Ele como deveríamos, Ele entra em cena como um pai amoroso para nos proporcionar circunstâncias que foram projetadas para nos levar de volta a Ele. Outras vezes sofremos simplesmente porque vivemos em um mundo cheio de pecado, sofrimento e amargura.
Também pode ser que Deus nos permite sofrer para beneficiar outros que estão ao nosso redor. Em Daniel 3, encontramos três jovens judeus que haviam sido levados cativos para a distante Babilônia, onde suportaram uma tribulação que permitiu a Deus revelar-Se ao reino gentio mais poderoso da terra.

A Acusação

Para compreendermos a história deles, devemos nos lembrar que, no segundo ano do cativeiro de Daniel (603 a.C.), o rei Nabucodonosor teve um sonho. Ele não apenas queria alguém que pudesse interpretar seu sonho, como também exigia que tal indivíduo adivinhasse do que constava aquele sonho. Ninguém havia conseguido o feito até que Daniel e seus três amigos buscaram o Senhor em oração. Então, Daniel disse a Nabucodonosor o que ele havia visto: uma estátua de um homem com uma cabeça de ouro. A estátua significava, em poucas palavras, uma figura do futuro do mundo. Nabucodonosor representava a cabeça de ouro – o Império Babilônio.
A seguir, Daniel revelou e explicou o sonho. Nabucodonosor entendeu parte da abrangência do que aquilo indicava, porque ele declarou: “Certamente, o vosso Deus é o Deus dos deuses, e o Senhor dos reis” (Dn 2.47). Mesmo assim, ele aparentemente se esqueceu daquele fato, porque vários anos mais tarde sua resposta ao sonho foi erigir uma estátua de aproximadamente 30 metros revestida de ouro e determinar que todos os homens no reino se prostrassem diante dela e a adorassem. Três homens não fizeram isso: os amigos de Daniel, Ananias, Misael e Azarias. Seus nomes babilônios eram Sadraque, Mesaque e Abede-Nego. Então, os caldeus trouxeram esses homens sob acusações diante do rei. (Daniel não estava entre eles e as Escrituras não dizem nada sobre onde ele estava).
Nabucodonosor perguntou-lhes: “É verdade… que vós não servis a meus deuses, nem adorais a imagem de ouro que levantei?” (Dn 3.14).
O versículo seguinte é o ponto crucial do capítulo: “Se não a adorardes, sereis, no mesmo instante, lançados na fornalha de fogo ardente. E quem é o deus que vos poderá livrar das minhas mãos?” (v.15). Nesse ponto, Nabucodonosor considerou-se Deus a si mesmo.
Os três responderam:
“Ó Nabucodonosor, quanto a isto não necessitamos de te responder. Se o nosso Deus, a quem servimos, quer livrar-nos, ele nos livrará da fornalha de fogo ardente e das tuas mãos, ó rei. Se não, fica sabendo, ó rei, que não serviremos a teus deuses, nem adoraremos a imagem de ouro que levantaste” (vv.16-18).
Quando Deus lhe traz problemas e dificuldades, nem sempre é porque você fez alguma coisa errada ou por causa das circunstâncias normais envolvidas em se viver num mundo perdido que está amaldiçoado pelo pecado. Às vezes Deus quer dizer alguma coisa àqueles que estão ao seu redor, e Ele quer usar você para transmitir a mensagem dEle.
Foi isso que Ele fez com Sadraque, Mesaque e Abede-Nego. Essa não foi uma experiência agradável para eles. As Escrituras dizem que a fornalha estava quente; e, por causa de sua raiva e de seu orgulho, o rei “ordenou que se acendesse a fornalha sete vezes mais do que se costumava” (v.19). De fato, ela estava tão quente que o fogo instantaneamente destruiu todos os soldados que atiraram os três para dentro da fornalha.

O Desafio

Quando Deus lhe traz problemas e dificuldades, nem sempre é porque você fez alguma coisa errada ou por causa das circunstâncias normais envolvidas em se viver num mundo perdido que está amaldiçoado pelo pecado.

Então, Deus entrou como que em uma disputa com Nabucodonosor. Ele quis deixar bem claro qual era a extensão de Seu poder, soberania, bondade e graça.
É bem possível que algumas coisas que você está enfrentando agora tenham menos a ver com você (embora você vá crescer a partir delas) que com as pessoas ao seu redor. Talvez Deus tenha escolhido você como um veículo para alcançar outros.
Esses homens tinham grande consideração e respeito por Deus, e isso permitia que Deus os usasse. O mundo pode pensar que é grande coisa, mas os crentes consideram a Deus. Isto é, eles honram a Palavra de Deus e os Seus caminhos e O respeitam e O servem. Foi isso que Sadraque, Mesaque e Abede-Nego fizeram. Nesse ponto, eles foram amarrados e jogados para dentro da fornalha.
Servir a Deus não é algo que vem com a garantia de que sobreviveremos a todas as adversidades e sairemos ilesos. Nem significa que sempre sobreviveremos. Significa que estamos à disposição dEle, e que Ele pode fazer conosco aquilo que desejar. No caso de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, Deus lhes deu libertação.
Atônito, Nabucodonosor perguntou: “Não lançamos nós três homens atados dentro do fogo? Responderam ao rei: É verdade, ó rei. Tornou ele e disse: Eu, porém, vejo quatro homens soltos, que andam passeando dentro do fogo, sem nenhum dano; e o aspecto do quarto é semelhante a um filho dos deuses” (vv. 24-25).

A Escolha

Mas, sabe de uma coisa? Aqueles três homens não tinham nenhuma garantia quando entraram; nem nós temos. Nunca sabemos se o plano de Deus é trazer glória a Seu nome através de nosso martírio ou através de nossa libertação.
Era aí que estava João Batista em Mateus 11. Cerca de dois anos haviam se passado a partir do início do ministério de Jesus, e João foi colocado atrás das grades, provavelmente coçando a cabeça e pensando: “Espere aí! Pensei que eu fosse o precursor do Messias”. Então, ele enviou mensageiros a Jesus, perguntando: “És tu aquele que estava para vir ou havemos de esperar outro?” (Lc 7.19). As coisas não se encaixavam. Ele pensava que Jesus iria libertar Israel de Roma e estabelecer o Reino Davídico. Entretanto, ali estava ele, o precursor (Lc 1.17; Lc 7.27), na prisão. Logo após esses acontecimentos, ele foi decapitado.

Somos servos do Deus vivo. Isso significa que somos instrumentos para sermos usados por Ele. Estamos à disposição dEle. E devemos pensar sobre nós mesmos, não como porcelana de valor inestimável, mas como copos de papel que Deus pode usar para aquilo que Ele quer realizar.

Somos servos do Deus vivo. Isso significa que somos instrumentos para sermos usados por Ele. Estamos à disposição dEle. E devemos pensar sobre nós mesmos, não como porcelana de valor inestimável, mas como copos de papel que Deus pode usar para aquilo que Ele quer realizar. Você não pode dar mais a Deus do que Ele a você. Deus nunca toma nada que Ele não substitua muitas vezes mais.
Em outras ocasiões, porém, Ele liberta de maneira miraculosa. “Então, se chegou Nabucodonosor à porta da fornalha sobremaneira acesa, falou e disse: Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, servos do Deus Altíssimo, saí e vinde!” (Dn 3.26).
E eles saíram do meio do fogo sem sequer terem sido chamuscados. O fogo não teve efeito algum sobre eles. Os cabelos deles não estavam queimados, suas roupas não estavam danificadas, e o cheiro do fogo não se apegou a eles. Deus havia escolhido protegê-los por intermédio de um anjo do Senhor.
O mundo foi forçado a levar Deus em consideração por causa dos três jovens judeus que resolveram adorar apenas a Ele:
“Falou Nabucodonosor e disse: Bendito seja o Deus de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, que enviou o seu anjo e livrou os seus servos, que confiaram nele, pois não quiseram cumprir a palavra do rei, preferindo entregar o seu corpo, a servirem e adorarem a qualquer outro deus, senão ao seu Deus. Portanto, faço um decreto pelo qual todo povo, nação e língua que disser blasfêmia contra o Deus de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego seja despedaçado, e as suas casas sejam feitas em monturo; porque não há outro deus que possa livrar como este” (vv.28-29).
Às vezes, Deus deseja demonstrar Sua grandeza e poder e está buscando pessoas que estejam dispostas a caminhar com Ele pelo meio da fornalha ardente. Talvez você esteja nessa fornalha agora. Ou talvez você venha a estar daqui a seis meses. Embora aquele possa ser um lugar amedrontador, você precisa se lembrar de que Deus é tão capaz de libertar você da fornalha quanto em meio a ela. A decisão é dEle. O que Ele requer de nós é fé.
Essa experiência foi um dos três principais “eventos de Deus” na vida de Nabucodonosor que fizeram do primeiro rei dos tempos dos gentios um adorador de Javé.
Se você e eu estivermos dispostos a colocar Deus em primeiro lugar, então aqueles que estão ao nosso redor também poderão vê-lO. Eles verão como você confia n’Ele à medida que for passando por dificuldades e eles se maravilharão daquilo que Ele faz em sua vida e por meio de sua vida. (Richard D. Emmons – Israel My Gloryhttp://www.chamada.com.br)

Richard D. Emmons é professor titular de Bíblia e Doutrina na Universidade Bíblica de Filadélfia e pastor-sênior da GraceWay Bible Church em Hamilton Township, Nova Jersey, EUA.

2012: Será o Final do Mundo?

“Mas a respeito daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, senão o Pai” (Jesus Cristo, contando a parábola da figueira – Mateus 24:36)

Onde você estará após 21 de dezembro de 2012? Um grupo de ocultistas acredita que você cessará de existir. Pessoalmente, depois de consultar meu amigo e cardiologista “Tony”, se não me cuidar melhor, estarei também na Glória.

A Profecia Maia

Para quem ainda não está antenado nessa história de que haverá uma catástrofe devastadora em 21 de dezembro de 2012, eis um resumo:
Os maias que desenvolveram uma bem evoluída civilização entre 250 a 900 d.C. onde hoje existem os estados do Sul do México, estendendo-se pela Guatemala, Belize, El Salvador e Honduras, deixaram para trás templos das suas divindades, pirâmides, uma história de carnificina contra seus inimigos e pelo menos três calendários diferentes.

Entre os seus calendários, o mais impressionante é o de “Conta Longa” ou “Longa Contagem”, que teve início em 11 de agosto de 3114 a.C.(1) Ao contrário da maioria dos calendários que tem como base o numeral 10, este tem o numeral 20 e terminará 5126 anos mais tarde. Ou seja, em 21 de dezembro de 2012. Não há mais qualquer registro a partir de 22 de dezembro de 2012.
Apesar dos maias nunca terem afirmado que esta data seja o final do mundo, os ocultistas concluem: um grande cataclisma deverá ocorrer no dia 21/12/12 e ele impactará nosso planeta Terra de uma forma descomunal.

Ocorrerá em 21 de dezembro de 2012

Um dos autores que mais esmiuçou o que ocorrerá no dia 21/12/12 foi Patrick Geryl, um belga, astrônomo amador e escritor. Será supostamente um conjunto de catástrofes naturais e eventos astronômicos assustadores.
“É um acontecimento que só se experimenta uma vez na vida, quando se consegue sobreviver a ele. Incrivelmente belo, e, ao mesmo tempo, desesperadamente mortal. Pior do que o pior dos pesadelos”,(2) sentencia Geryl.

Geryl afirma que o campo magnético solar será invertido e enormes labaredas solares serão lançadas no espaço causando “um curto-circuito no dínamo da Terra”.

Geryl afirma que o campo magnético solar será invertido e enormes labaredas solares serão lançadas no espaço causando “um curto-circuito no dínamo da Terra”.(3) O campo magnético da Terra também se “inverterá com catastróficas consequências, como terremotos, erupções vulcânicas e deslizamentos de terra”.(4) Provocará “ondas gigantescas” que farão os últimos tsunamis asiáticos parecerem marolas.
Outros profetas (Adrian Gilbert e Maurice M. Cotterell) desta Catástrofe Maia reforçam que naquele dia a Terra ficará “sujeita a terremotos, enchentes, incêndios e erupções vulcânicas.”(5)
A quase totalidade dos habitantes do nosso planeta será aniquilada.

Conselhos aos sobreviventes de 21 de dezembro de 2012

Aqueles que conseguirem entrar em embarcações especiais à prova de naufrágio sobreviverão.
Aos sobreviventes, Patrick Geryl repassou esses “sagrados mandamentos”:

  1. “A civilização que surgir depois do cataclismo precisará ter um imenso respeito pela natureza […]
  2. Os bosques e selvas ocuparão um lugar central nas cidades do futuro, que deverão ser muito pequenas.
  3. Para evitar a contaminação, a população mundial terá que ser limitada, embora, logo depois da catástrofe, repovoar possa ser uma prioridade.
  4. Nunca mais se deverá construir instalações nucleares […]
  5. A alimentação antinatural, que é prejudicial à saúde e exige grandes quantidades de energia para sua produção, deverá ser proibida por lei. […]
  6. As dietas à base de frutas e verduras deverão ser promovidas […]
  7. A meditação e o jejum têm que ocupar um lugar central na luta contra as enfermidades infecciosas e de outros tipos.”(6)

E a vida continua…

Essa idéia bíblica e ocultista que haverá um fim do mundo nos leva a um formidável paradoxo: Alguns ficam consolados, outros aterrorizados. É mister que ambos sentimentos existam, pois o próprio Jesus disse que naquele dia do grande julgamento final os terráqueos terão dois destinos eternos: “E irão estes para o castigo eterno, porém os justos, para a vida eterna” (Mateus 25:46).


 Agradeçam a Deus por estarem vivos e peçam Sua bênção para enfrentarem mais um dia.

Agora, gostaria também de deixar alguns conselhos para os que sobreviverem à sexta-feira 21/12/12 e, claro, acordarem na manhã seguinte de sábado:

  1. Agradeçam a Deus por estarem vivos e peçam Sua bênção para enfrentarem mais um dia. Até mesmo eu espero estar vivo, depois dos carões do meu cardiologista.
  2. Continuem sem acreditar naqueles profetas que marcam o dia do nosso tão esperado fim do mundo.
  3. Não esqueçam de ir às compras, pois faltam poucos dias para o Natal… (esta observação, naturalmente, é irônica).

O que importa mesmo é mantermos viva a bendita esperança da volta de Cristo, baseada nas firmes promessas bíblicas e não em calendários e cálculos sem credibilidade.
Aleluia! Maranata, ora vem Senhor Jesus! (Dr. Samuel Fernandes Magalhães Costa – http://www.chamada.com.br)

Bibliografia

  1. Diamond, Jared, Colapso: Como as sociedades escolhem o fracasso ou o sucesso. Editora Record, Rio de Janeiro, RJ, 2009, sexta edição, páginas 206-207.
  2. Geryl, Patrick, O Código de Órion: O fim do mundo será mesmo em 2012? Editora Pensamento-Cutrix Ltda, São Paulo, SP, 2006, página186.
  3. Id. Páginas 179.
  4. Id.
  5. Gilbert, Adrian, e Maurice M. Cotterell, As Profecias Maias: Desvendando os mistérios de uma civilização perdida. Editora Nova Era. Rio de Janeiro, RJ, 2006, terceira edição, página 269.
  6. Geryl, Patrick, O Código de Órion: O fim do mundo será mesmo em 2012?, páginas 148-149.
Samuel F. M. Costa É médico gastroenterologista com parte de sua formação acadêmica nos Estados Unidos. Dr. Samuel Costa é um pesquisador minucioso e há muito tempo se dedica à analise e estudos de idéias controvertidas quanto à fé cristã. Em 1996, lançamos sua primeira obra literária: “A Nova Era: Um Passo Para a Manifestação do ‘Maitreya’ e da Prostituta Babilônia”. Aprofundando-se ainda mais no estudo do esoterismo, escreveu “Os Anos Obscuros da Mocidade de Jesus Cristo”. Samuel Costa reside com sua esposa e filhos na cidade de Recife, no nordeste do Brasil.

A Doutrina da Trindade

 

1. DOUTRINA DA TRINDADE

“Não posso pensar em um e único, sem que me veja imediatamente envolvido pelo fulgor dos três; nem posso distinguir os três, sem que me veja imediatamente voltado para um e único.”(NAZIANZO, Gregório de. Sermão sobre o santo batismo).

“Eis que me aparece, como num enigma, a Trindade. Sois vós, meu Deus, pois Vós, Pai, criastes o céu e a terra no princípio de nossa Sabedoria, que é a vossa Sabedoria, que de Vós nasceu, igual e co-eterna convosco, isto é, no vosso Filho.

(…) No vocábulo “Deus”, eu entendia já o Pai que criou todas as coisas; e pela palavra “princípio” significava o Filho, no qual tudo foi criado pelo Pai. E, como eu acreditasse que o meu Deus é Trino, procurava a Trindade nas vossas Escrituras e via que o vosso Espírito“pairava sobre as águas”. Eis a vossa Trindade, meu Deus: Pai, Filho e Espírito Santo. Eis o Criador de toda criatura.” (AGOSTINHO, Aurélio. Confissões. São Paulo: Nova Cultural, 1999. p. 379-380).

1.1 INTRODUÇÃO

O presente estudo tratará de um dos temas mais complexos e debatidos de toda a teologia e do pensamento cristão: A Doutrina da Trindade. Tal assunto possui a capacidade de gerar inúmeras dúvidas em nossa mente, tais como: como Deus é único e ao mesmo tempo três? Serão três Deuses diferentes? Será apenas um Deus, que se manifesta de três formas diferentes? Ou ainda: Um único Deus, com três subsistências distintas?

O primeiro cuidado a se tomar, em um estudo pormenorizado da Trindade, é que ela é possível de ser entendida, contudo, não sem a devida reverência e fé. O tema aborda uma realidade que é totalmente desconhecida a nós e, além disso, sem parâmetro em toda a criação. Não há um só exemplo sequer nas existências que se compare a subsistência perfeita de Pai, Filho e Espírito Santo.

O termo Trindade (lat. Trinitas), foi cunhado pelo bispo Tertuliano (160-230), para ser o designativo da doutrina de que Deus é a coabitação eterna e perfeita de três pessoas que partilham da mesma Deidade.

Para se alcançar um entendimento sóbrio e isento de heresias acerca da Trindade é necessário analisar os dados bíblicos, dos quais naturalmente emerge essa doutrina, ao invés de se criar modelos e tentar encaixar a Bíblia a eles. O melhor modelo que podemos utilizar para a explicação da Trindade deve ser o reflexo direto dos dados escriturísticos.

A Trindade é, portanto, uma doutrina que emerge da Bíblia, e não algo que foi moldado para se encaixar com a Bíblia; é uma doutrina que as próprias Escrituras ensinam, não apoiada apenas em um texto, mas em toda a extensão e revelação da Palavra de Deus.

1.2 EVIDÊNCIAS BÍBLICAS DA DOUTRINA DA TRINDADE

1.2.1 A TRINDADE NO ANTIGO TESTAMENTO

O AT apresenta Deus como sendo um só Deus, que se torna conhecido pelos Seus nomes, atos e atributos, entretanto, é conveniente atentar que, apesar da postura centralizadora da Deidade – com vistas a formar um povo que se mantivesse fiel ao monoteísmo – há inúmeras passagens que denotam a pluralidade de pessoas na Deidade vétero-testamentária.

Utilizando o texto bíblico de Gn. 1.1-2, podemos concluir, como Agostinho, a existência, desde os primeiros versículos da Bíblia, de um Deus Trino, conforme abaixo:

“No princípio criou Deus os céus e a terra. E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas”

Analisando o texto em hebraico temos:

“Deus (hb. elohiym, plural de ‘elowahh, designação do supremo Deus), no princípio (hb. re’shiyth, o primeiro em lugar, tempo, ordem ou ranking) (re)criou (hb. bara’, criar, fazer e ‘eth, propriamente, por si só, ou seja ‘criou sem qualquer auxílio) os céus e a terra. E a terra era(hayah, vir a ser, tornar-se) sem forma e vazia (hb. tohuw, desolação, deserta, sem coisa alguma, bohuw, estar vazia, vacuidade, ruína indistinguível); e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus (hb. ruwach elohiym, semelhante ao fôlego, exalação violenta, aplicável apenas a um Ser racional) se movia sobre a face das águas.

Do exame acima, pode-se concluir que: Deus foi o responsável pela criação (e recriação) de todas as coisas, através do Seu princípio (Jesus, cf. Ap. 3.14) e Seu Espírito Santo já encontrava-se em operação no mundo.

A criação do homem reflete o consenso da Deidade, ao utilizar “façamos (hb. ‘asah, fazer no sentindo mais amplo e extensivo possível)… à nossa imagem e semelhança (hb. tselem, uma sombra, figura representativa, dmuwth, similitude, forma, modelo)” em Gn.1.26-27.

O episódio da confusão das línguas em Babel aponta para um plural e concordância volitiva da Deidade, cf. Gn. 11.7, o mesmo ocorre em Is. 6.8, sendo que em ambos Deus usa para si mesmo pronomes plurais.

Em Gn. 20.13 e 35.7 há o emprego do substantivo e do verbo hebraico no plural, isto é, “Deuses fizeram” e “Deuses se lhe revelaram”.

Sl. 45.6-7 (confrontar com Hb.1.8-9) revela Deus (Pai), falando de ‘outro’ Deus (Jesus), que ungiu um de forma diferente aos seus companheiros (distinção da essência de Jesus e dos ‘companheiros’, i.e. anjos Hb.1.1-4).

O Sl. 2.7 apresenta o Filho (hb. ben, filho, procedente de um antecessor genealógico, no caso, esse Filho, é gerado, mas não criado, Ele é co-eterno) do Senhor (hb. Yaweh ou Yehova, o auto-existente, eterno, ‘eu sou’) como sendo gerado.

Pv. 30.4 apresenta perguntas de sabedoria sobre questões variadas, finalizando com a inquirição de qual é o nome (pelo nome, no hebraico, sabia-se a natureza e derivação da pessoa) de Deus e de seu Filho.

Em Nm. 6.24-26, Is. 6.3 e Ap. 4.8, é utilizado o Triságio (gr. tris-agion, três vezes Santo), que é o nome utilizado para referir-se à aclamação da Deidade como Santo, Santo, Santo, referência à Trindade.

O Verbo de Deus como a Sabedoria, em Pv. 8.1, 22, 30-31, comparado com Hb. 1.1-2. Pv. 3.19 é digno de nota em “O Senhor (hb. Yaweh ou Yehova), com sabedoria (hb. chokmaw, sabedoria, capacidade, inteligentemente, provém da raiz chakam, sobre excedente sabedoria, sabedoria primeira) …”

O Anjo do Senhor (hb. mal’ak, embaixador, rei, enviado, sempre de Deus, Yaweh ou Yehova) como o próprio Deus (Teofania), nas passagens de Gn. 22.11, 16 e 31.11,13. Deus aparecendo em forma corpórea a Abraão (Cristofania) em Gn. 18.1, 13-14. Deus se manifestando a Moisés no monte Sinai, em Ex. 3.2-5. Deus se revelando aos pais de Sansão, Jz. 13.18-22. O quarto homem na fornalha ardente com Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, Dn. 3.25, 28, chamado por Nabucodonosor de “Filho de Deus” (ara. bar, filho e ‘elahh de ‘elowahh, designação do supremo Deus).

Por fim, a passagem de Zc. 12.10 ensina, ainda que para um completo entendimento é necessário o NT – sobre as três pessoas da Divindade: o Pai (a quem olhariam), O Filho (traspassado) e o Espírito Santo (que daria a entender a obra do Filho).

1.2.2 A TRINDADE NO NOVO TESTAMENTO

O NT principia seus escritos, através dos Evangelhos, apresentando uma radical mudança de foco do Deus do AT – até então centralizador – para a “nova” (apesar de não ser “nova” no sentido de algo recentemente criado, mas “nova” no sentido de só àquela época revelada) manifestação da Deidade, que abre a porta para o conhecimento claro de Jesus Cristo e do Espírito Santo.

1.2.2.1 A PESSOA DO PAI É DEUS

Há um tão grande número de passagens bíblicas que revelam o Pai como Deus, que seria desnecessário prolongar muitas explicações acerca de Sua Deidade. A título de exemplo observe-se Jo. 6.27 e 1Pe. 1.2.

1.2.2.2 A PESSOA DE JESUS CRISTO É DEUS

Jesus Cristo é expressamente chamado de Deus, e isto se prova através da passagem de João 1.1-2:

“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus.”

Nesses versículos o apóstolo João apresenta uma maneira de escrita que relembra a introdução do Gênesis, intencionando com isso revelar que Aquele do qual ele tratava (Jesus) é um ser co-eterno com o Deus da criação do AT.

A palavra “no princípio”, em grego (en archei) é semelhante ao hebraico (berêshith), presente em Gn. 1.1, logo, vemos João apontando que Jesus e Deus não tiveram início, mas que relacionam-se desde a eternidade, ainda antes da Criação.

João se refere a Jesus como o “Verbo” (gr. Logos). A utilização dessa palavra foi extremamente criteriosa, pois:

“É relevante que João opta por identificar Cristo no seu estado pré-encarnado com o Logos e não como Sophia (sabedoria). João evita as contaminações dos ensinos pré-gnósticos que negavam a humanidade do Cristo ou separavam o Cristo do homem Jesus. O Logos, que é eterno, “tornou-se carne.”

O apóstolo prossegue dizendo que o “Verbo estava com Deus” (gr. Logos pros ton theon), o que significa dizer que Eles tinham um relacionamento “face a face”, ou seja, desde a eternidade já estavam juntos. Na continuação do versículo João fecha o raciocínio ao dizer claramente que o Verbo, desde a eternidade, já era Deus.

O último versículo (v. 2) serve como uma ênfase que essa pessoa (Jesus Cristo), realmente estava em interação contínua com Deus desde antes da Criação.

Em João 1.14, o Verbo entra na História (se fazendo carne), como Jesus de Nazaré, sendo Ele o único capaz de revelar quem o Pai é, conforme João 1.17-18.

Pelo fato de Jesus ter compartilhado a glória de Deus desde toda eternidade (Jo. 17.15), Ele é objeto da adoração reservada somente a Deus, pois Ele é Deus (Jo. 5.23 e Fp. 2.10-11).

Jesus possui os mesmos atributos de Deus

Vida, Jo. 1.4, 14.6 – Existência própria, Jo. 5.26, Hb. 7.16 – Imutabilidade, Hb. 13.8 – Verdade, Jo. 14.6, Ap. 3.7 – Amor, I Jo. 3.16 – Santidade, Lc. 1.35, Jo. 6.69, Hb. 7.26 – Onipresença, Mt. 28.20 – Onisciência, Mt. 9:4, Jo. 2.24-25, 1Co. 4.5, Cl. 2:3 – Onipotência, Mt. 28.18, Ap. 1.8.

Finalmente, tudo que se pode dizer com relação ao Pai, pode-se dizer com referência ao Filho, conforme Cl. 2:9, Rm. 9:5 e Jo. 14:9-11. Assim, Jesus é Deus, da mesma forma que o Pai o é.

1.2.2.2 A PESSOA DO ESPÍRITO SANTO É DEUS

O Espírito Santo, além de ser uma pessoa, é Deus, e habita desde a eternidade com o Pai e o Filho, de acordo com Hb. 9.14, mas que fora “dado” com a vinda de Jesus Cristo (Jo. 7.39).

O Espírito Santo é referido na Bíblia como sendo o próprio Deus, segundo At. 5.2-4, 1Co. 3.16, 12.4-6.

O Espírito Santo possui os mesmos atributos de Deus

Vida, Rm. 8.2 – Verdade, Jo. 16.13 – Amor, Rm. 15.30 – Onipresença, Sl. 139.7 – Onisciência e Onipotência, 1Co. 12.11.

Por fim, o Espírito Santo é digno da mesma honra e adoração do Pai, conforme 1Co. 3.16. Logo, o Espírito Santo é Deus, da mesma forma que o Pai e o Filho são.

1.3 ALGUNS ESCLARECIMENTOS

Deus é Trino, ou seja, de uma mesma essência ou substância (gr. homoousios, lat. substantia), entretanto possui três subsistências distintas (gr. prosopa, lat. persona), isto é, são realidades pessoais individuais, de tal forma que o Pai é o Pai, o Filho é o Filho e o Espírito é o Espírito, sem se misturarem, mas com perfeita concordância entre si.

Enfim: de uma mesma natureza em três pessoas distinguíveis.

Quanto a Jesus ter sido “gerado” pelo Pai (Hb. 1.5), ou ser o “unigênito” do Pai (Jo. 1.14) não significa que Ele foi, em algum momento “criado”, pois a palavra original é (gr. monogenês), que significa “incomparável”, “especial”, “único do seu tipo”, e “é aplicada a Jesus para enfatizar que Ele é, pela sua natureza, o Filho de Deus num sentido incomparável e especial, como nenhum outro pode ser.”

1.4 A ATUAÇÃO CONJUNTA DO PAI, DO FILHO E DO ESPÍRITO SANTO

Claramente se percebe o ensino da Trindade e da igualdade de Divindade entre as três pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo, nas passagens de Mt. 28.19 e 2Co 13:13.

1.5 RESUMO DA TRINDADE PARA JOÃO CALVINO

A distinção das pessoas na Trindade:

“Por isso, também, não devemos deixar-nos levar a imaginá-la como uma trindade de pessoas que detenha o pensamento cindido em relação às partes e não o reconduza, imediatamente, a essa unidade. Por certo que os termos Pai, Filho e Espírito assinalam distinção real, de sorte que não pense alguém serem meros epítetos [vocativos, nomes], com quê, em função de suas obras, Deus seja diversificadamente designado; entretanto se fala de distinção, não divisão. Que o Filho tem sua propriedade distinta do Pai no-lo mostram as referências que já citamos, pois a Palavra não haveria estado com o Pai se não fosse outra distinta do Pai; nem haveria tido sua glória junto ao Pai, a não ser que dele se distinguisse. De igual modo, ele distingue de si o Pai, quando diz que há outro que dá testemunho a seu respeito [Jo 5.32; 8.16, 18]. E a isto importa o que se diz em outro lugar: que o Pai a tudo criou mediante o Verbo [Jo 1.3; Hb 11.3], o que não seria possível, a não ser que, de alguma forma, seja distinto dele. Além disso, o Pai não desceu à terra, contudo desceu aquele que procedeu do Pai; o Pai não morreu, nem ressuscitou, e, sim, aquele que fora por ele enviado. Tampouco esta distinção teve início a partir de quando a carne foi assumida; ao contrário, é manifesto que também antes disso ele foi o Unigênito no seio do Pai [Jo 1.18]. Pois, quem ousa afirmar que o Filho ingressou no seio do Pai quando, finalmente, então desceu do céu para assumir a natureza humana? Portanto, ele estava no seio do Pai e mantinha sua glória junto ao Pai antes disso [Jo 17.5].

Cristo assinala a distinção do Espírito Santo em relação ao Pai quando diz que ele, o Espírito, procede do Pai; além disso, a distinção do Espírito em relação a si mesmo a evidencia sempre que o chama outro, como quando anuncia que outro Consolador haveria de ser por ele enviado; e freqüentemente em outras passagens [Jo 14.16; 15.26]”.

Funções diferentes na Trindade:

“(…) a distinção que observamos expressa nas Escrituras, consiste em que ao Pai se atribui o princípio de ação, a fonte e manancial de todas as coisas; ao Filho, a sabedoria, o conselho e a própria dispensação na operação das coisas; mas ao Espírito se assinala o poder e a eficácia da ação. Com efeito, ainda que a eternidade do Pai seja também a eternidade do Filho e do Espírito, posto que Deus jamais pôde existir sem sua sabedoria e poder, nem se deve buscar na eternidade antes ou depois, todavia não é vã ou supérflua a observância de uma ordem, a saber: enquanto o Pai é tido como sendo o primeiro, então se diz que o Filho procede dele; finalmente, o Espírito procede de ambos. Ora, até mesmo o mero entendimento de cada um, de seu próprio arbítrio, o inclina a considerar a Deus em primeiro plano; em seguida, emergindo dele, a Sabedoria; então, por fim, o Poder pelo qual executa os decretos. Diz-se que o Espírito procede, ao mesmo tempo, do Pai e do Filho. Isto, na realidade, em muitas passagens, contudo em parte alguma está mais explícito do que no capítulo 8 da Epístola aos Romanos [v. 9], onde, na verdade, o mesmo Espírito é indiferentemente designado ora Espírito de Cristo, ora Espírito daquele que dos mortos ressuscitou a Cristo [v. 11], e não sem razão plausível.”

1.6 O CREDO DE ATANÁSIO


1. Todo aquele que quiser ser salvo, é necessário acima de tudo, que sustente a fé universal.

2. A qual, a menos que cada um preserve perfeita e inviolável, certamente perecerá para sempre.

3. Mas a fé universal é esta, que adoremos um único Deus em Trindade, e a Trindade em unidade.

4. Não confundindo as pessoas, nem dividindo a substância.

5. Porque a pessoa do Pai é uma, a do Filho é outra, e a do Espírito Santo outra.

6. Mas no Pai, no Filho e no Espírito Santo há uma mesma divindade, igual em glória e co-eterna majestade.

7. O que o Pai é, o mesmo é o Filho, e o Espírito Santo.

8. O Pai é não criado, o Filho é não criado, o Espírito Santo é não criado.

9. O Pai é ilimitado, o Filho é ilimitado, o Espírito Santo é ilimitado.

10. O Pai é eterno, o Filho é eterno, o Espírito Santo é eterno.

11. Contudo, não há três eternos, mas um eterno.

12. Portanto não há três (seres) não criados, nem três ilimitados, mas um não criado e um ilimitado.

13. Do mesmo modo, o Pai é onipotente, o Filho é onipotente, o Espírito Santo é onipotente.

14. Contudo, não há três onipotentes, mas um só onipotente.

15. Assim, o Pai é Deus, o Filho é Deus, o Espírito Santo é Deus.

16. Contudo, não há três Deuses, mas um só Deus.

17. Portanto o Pai é Senhor, o Filho é Senhor, e o Espírito Santo é Senhor.

18. Contudo, não há três Senhores, mas um só Senhor.

19. Porque, assim como compelidos pela verdade cristã a confessar cada pessoa separadamente como Deus e Senhor; assim também somos proibidos pela religião universal de dizer que há três Deuses ou Senhores.

20. O Pai não foi feito de ninguém, nem criado, nem gerado.

21. O Filho procede do Pai somente, nem feito, nem criado, mas gerado.

22. O Espírito Santo procede do Pai e do Filho, não feito, nem criado, nem gerado, mas procedente.

23. Portanto, há um só Pai, não três Pais, um Filho, não três Filhos, um Espírito Santo, não três Espíritos Santos.

24. E nessa Trindade nenhum é primeiro ou último, nenhum é maior ou menor.

25. Mas todas as três pessoas co-eternas são co-iguais entre si; de modo que em tudo o que foi dito acima, tanto a unidade em trindade, como a trindade em unidade deve ser cultuada.

26. Logo, todo aquele que quiser ser salvo deve pensar desse modo com relação à Trindade.

27. Mas também é necessário para a salvação eterna, que se creia fielmente na encarnação do nosso Senhor Jesus Cristo.

28. É, portanto, fé verdadeira, que creiamos e confessemos que nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo é tanto Deus como homem.

29. Ele é Deus eternamente gerado da substância do Pai; homem nascido no tempo da substância da sua mãe.

30. Perfeito Deus, perfeito homem, subsistindo de uma alma racional e carne humana.

31. Igual ao Pai com relação à sua divindade, menor do que o Pai com relação à sua humanidade.

32. O qual, embora seja Deus e homem, não é dois mas um só Cristo.

33. Mas um, não pela conversão da sua divindade em carne, mas por sua divindade haver assumido sua humanidade.

34. Um, não, de modo algum, pela confusão de substância, mas pela unidade de pessoa.

35. Pois assim como uma alma racional e carne constituem um só homem, assim Deus e homem constituem um só Cristo.

36. O qual sofreu por nossa salvação, desceu ao Hades, ressuscitou dos mortos ao terceiro dia.

37. Ascendeu ao céu, sentou à direita de Deus Pai onipotente, de onde virá para julgar os vivos e os mortos.

38. Em cuja vinda, todo homem ressuscitará com seus corpos, e prestarão conta de sua obras.

39. E aqueles que houverem feito o bem irão para a vida eterna; aqueles que houverem feito o mal, para o fogo eterno.

40. Esta é a fé Universal, a qual a não ser que um homem creia firmemente nela, não pode ser salvo.

1.7 CONCLUSÃO

O assunto da Trindade, apesar de todas as explicações acima e das outras existentes, poderá ser compreendido até certo ponto, após o qual torna-se o “mistério tremendo” (lat. misterium tremendum), nome pelo qual Agostinho lhe chama.

Assim cumpre a nós, juntamente com todos os cristãos fiéis de todas as épocas, honrar, servir, adorar e anunciar a graça de Deus, revelada por Cristo, debaixo do poder do Espírito Santo.

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Cantores e Pregadores Evangélicos: Verdadeiros Adoradores ou Grandes Artistas Gospel?

Por: Edivaldo Santos.

No livro sagrado escrito pelo apóstolo João, no capítulo 04 e versículo 24 diz: “Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade”. Nós estamos vivendo numa era onde está mais fácil encontrar artistas gospel que encontrar verdadeiros adoradores. Infelizmente, a fome e a sede da fama, do poder e de ganhar muito dinheiro, têm penetrado nos corações de muitos cantores e cantoras gospel e pregadores, tornando-os falsos e hipócritas na hora de interpretar letras preciosas e ministrar mensagens as quais chamam á responsabilidade para a verdadeira adoração e ao compromisso de uma vida santa e na presença de Deus contra a exploração do santo evangelho do Senhor Jesus. O diabo tem conseguido êxito nesta área e tem colocado na cabeça e no coração de muitos deles o desejo de ganhar muito dinheiro e muita fama ao ponto de chegar a perder a essência do verdadeiro louvor a Deus porque estas coisas tornam-se barreiras e obstáculos para que um servo desses chegue a uma igreja para louvar ao Senhor e ganhar almas para o reino Dele.

Parece que eles se esquecem do que está cantando ou pregando quando a letra da música fala uma coisa e na realidade eles cantam, pregam e agem de outra completamente diferente abrindo assim uma porta para o entendimento á prática da falsidade e da hipocrisia. Muitos desses cantores que se dizem ser evangélicos estão tão grandes e caros que já não cabem mais nas igrejas, nos templos ou nos hotéis das pequenas cidades, ou até mesmo de porte médio. Há quem diga que este procedimento é uma forma de valorizá-los. Sim, muito bem, concordamos sim com a valorização, pois entendemos que se a pessoa própria não se valorizar ninguém fará isso por ela. A valorização é justa e compreensível. O que não é justo são os absurdos, os abusos e a exploração do santo evangelho do Senhor Jesus, cometidos por muitos em nome de Deus e terminam enganando os mais simples e os menos esclarecidos.

Seus cachês são tão altos que as igrejas pequenas e de porte médio já não tem o privilégio de tê-los louvando ao Senhor em um dia de culto, só as mais ricas igrejas as quais tenham muito dinheiro em caixa, podem ter este privilégio e olhe lá. Na realidade eles só estão cabendo mesmo nos clubes, nas praças e em casas de shows em eventos patrocinados pelas prefeituras da cidade, ou em eventos promovidos por produtores de eventos gospel onde são cobrados ingressos que chegam a custar 30 reais por pessoa para cobrirem as despesas do evento e sobrar também à parte do produtor, que, aliás, tem muita gente enchendo o bolso com estes movimentos, comprando carro novo e engordando as suas contas bancárias com a realização desses eventos. As igrejas de porte médio e muito menos as pequenas não podem convidá-los para seus eventos, por não aguentarem pagar os cachês que são caros e muitos deles chegam a custar até 60 mil reais, isto sem contar com as exigências absurdas e exorbitantes como: carros importados com ar condicionado e frigobar para locomoção do cantor dentro da cidade, hotel cinco estrelas, camarins luxuosos com direito a comidas, bebidas, toalhas personalizadas com o nome do cantor e muito mais.

Daí surgem duas perguntas: Estes maus exemplos citados e outros são realmente exemplos ou procedimentos dos verdadeiros adoradores, que adoram a Deus em espírito e em verdade? Ou são de verdadeiros e bons artistas com o nome de gospel ou evangélicos? Sinceramente, procedimentos como estes levam a responder a segunda pergunta e nos mostram a realidade de que estamos diante de verdadeiros e bons artistas gospel que sobem num palco para por em prática o seu poder e a sua capacidade de um bom profissional, e com uma emocionante ministração em nome de Deus, chegam até tirar lágrimas dos olhos de muitas pessoas que ali estão deixando-as sensibilizadas e emocionadas. São pessoas que tem o poder de persuasão e que sabem animar e levantar a galera ao ponto de levar muitos ao delírio e ao êxtase. Eles têm o poder da oratória, tem o domínio de palco e sabem muito bem conduzirem estes requisitos de um bom profissional que são.
Sem sombra de dúvidas nestes eventos, muitos dos que ali estão presentes para lhes prestigiarem, são pessoas inocentes, verdadeiros servos de Deus que na realidade não conhecem os bastidores e não sabem o que acontece por traz de todos estes movimentos. São pessoas que pagam seus ingressos, vão lá com o coração aberto para louvar e adorar a Deus e terminam louvando e adorando ao Senhor de Verdade e de coração. Mas os artistas gospel só sobem no palco depois que o dinheiro do cachê estiver todo na conta e depois que o contrato contendo uma serie de exigências absurdas estiver assinado. Se estiver faltando um centavo eles não sobem no palco e nem sequer está ai para aqueles que com muito esforço porem com muito prazer e satisfação compraram ingressos para irem lhes prestigiarem e lhes aplaudirem.
Que Deus tenha misericórdia dessas pessoas e lhes façam entender que com Ele não se brinca. Muitos estão brincando com Deus a quem lhes deu à vida, a saúde, a bela voz, o bonito e maravilhoso dom do louvor. Muitos desses vieram do nada, vieram do pó, da cinza, não tinha nada, eram pobres necessitados financeiramente, viviam humilhados e desprezados nas igrejas pedindo uma oportunidade para cantar, outros não tinham onde morar, dormiam no chão e passavam tremendas provas e desertos na vida, mas Deus os levantou, deu-lhes a oportunidade de gravar seu CD, lhes fez cair na graça do povo, lhes exaltou e os colocou em lugar de honra, deu-lhes uma carreira brilhante ao ponto de serem reconhecidos nacionalmente e internacionalmente. Mas depois que Deus os levantam, honram e lhes dá a oportunidade de serem amados, admirados e reconhecidos por todos, ai deixam o poder, a fama e o dinheiro subirem para a cabeça e para o coração e desprezam a bondade e a misericórdia de Deus para com as suas vidas.
Mas quando Deus resolve agir, Ele age mesmo e a queda deles será grande. Devemos lembrar que o mesmo Deus que dá é o mesmo que tira. Não devemos esquecer que a vida é como uma roda gigante a qual sobe e desce.
Para encerrar vai ai a letra de hino que retrata a semelhança da vida com a roda gigante:

A RODA GIRA

A vida é uma caixa de surpresas, tem nela alegrias e tristezas

Tem dois lados, tem riqueza, tem pobreza.

Semelhante a uma roda gigante, a qual gira, gira, gira, sobe e desce

Nela estamos e tem gente que ainda disso esquece

Mas é bom ficar atento pra o que eu vou lhe dizer

Nesta vida, quem subiu pode descer

Quem ganhou a vida toda, também pode até perder

Quem perdeu pode ganhar, quem desceu pode subir.

Refrão
A roda gira, gira, gira, gira, gira, meu irmão tenha cuidado pra você não se perder
É assim que é a vida, quem perdeu pode ganhar, quem subiu pode descer.
Hoje pode está triste amanhã pode sorrir, hoje é um felizardo, amanhã um infeliz
Hoje pode estar no trono, amanhã ser derrubado
Hoje o pobre derrotado, pode um rico herói, campeão vencedor.

Você Esta Disposto A Morrer Por Jesus Cristo?

Por: Pr. Mateus – AUTOR DA VIDA

Na história, dos tempos passados até os nossos tempos, muitas pessoas lutaram pelos seus objetivos, pagaram o preço. Inclusive em relação a projetos maléficos, como o Hitler, por meio de uma força diabólica – pois o diabo veio para roubar, matar e destruir.
Por isso temos que tomar cuidado com o que falamos, pois se da nossa boca sair palavras de morte e destruição é satanás que está agindo dentro de nós.

Mais recentemente, um grupo chamado resbolá, guiados pela mentira, agem como verdadeiro exército e de forma extremamente radical, dispostos a dar suas próprias vidas por essa mentira.

Se o fim não for o evangelho, de que adianta?

Mataram pessoas inocentes…

De maneira subliminar, estava ali satanás. Chico Mendes lutou por um ideal: fez projetos para chamar atenção sobre a destruição da Amazônia – isso lhe custou a própria vida.

No Antigo Testamento, os profetas não se preocupavam ou pensavam neles mesmos; sabiam dos caminhos difíceis, mas escolheram pagar o preço.

João 3:16
“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.”

Era plano de Deus por amor a nós: Jesus se entregou; tinha uma missão e a cumpriu. Também pagou o preço, por todos nós, para estarmos aqui. Ele obedeceu.

Pregava, com ênfase, ensinava…

A Palavra nos relata os pontos principais do evangelho de Jesus. Não merecíamos, mas Ele morreu por nós na cruz do calvário.

João 15:13-17
“Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos. Vós sois meus amigos, se fazeis o que eu vos mando. Já vos não chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho dado a conhecer. Não fostes vós que me escolhestes a mim; pelo contrário, eu vos escolhi a vós outros e vos designei para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo conceda. Isto vos mando: que vos ameis uns aos outros.”

Se você quiser entender Jesus Cristo é necessário que você o ame. E ame também o seu irmão. Se não praticar o amor a Deus e obedecer aos mandamentos, está enganado; é mentira, não está seguindo de verdade.

A salvação e outorgada uma vez que você se entrega – toda a sua vida, seus sentimentos, seus projetos. Então será não o que você deseja, mas o que Ele quer.

Esta pregação é redundante de propósito. Se você obedecer, viver o amor a Ele e ao próximo, o Senhor o muda. Os valores do mundo que vivia, passa a ver com outros valores. Tua vida não é mais tua.

Muitos homens e mulheres entenderam o chamado e começaram a praticar em essência, como nesses testemunhos:

Cuba – Nos tempos em que Fidel Castro colocava suas idéias comunistas, começou ali uma perseguição aos evangélicos. Uma família cristã, cheia da unção, foi descoberta em um vilarejo. O general daquele exército deu uma oportunidade, que era a provação da fé, para lhes poupar a vida. Perguntou se o pai negaria a Jesus Cristo, senão matariam sua filha. Ele respondeu cantando: Estou seguindo a Jesus Cristo (RR Soares):

Estou seguindo a Jesus Cristo  Se me deixarem os pais e amigos
Desse caminho, eu não desisto Se me cercarem muitos perigos
Estou seguindo a Jesus Cristo Se me deixarem os pais e amigos
Atrás não volto, não volto não Atrás não volto, não volto não
Atrás o mundo, Jesus à frente Depois da luta, vem a coroa
Jesus é o Guia Onipotente E a recompensa é certa e boa
Atrás o mundo, Jesus à frente Depois da luta, vem a coroa
Atrás não volto, não volto não Atrás não volto, não volto não

Naquele momento, miraram na menina e a executaram. O general repetiu a pergunta. A mesma resposta foi dada: “Estou seguindo…”. Mataram o filho.

Então o pressionaram, chamaram-no de covarde, louco… “Quem é esse Jesus, que o faz deixar toda a família morrer?” A resposta foi novamente o louvor. Sua mulher foi executada. E o pai dessa família não aceitou ser assassinado com venda nos olhos.

Apesar da lavagem cerebral pela qual tinham passado, alguns soldados foram impactados, constrangeram-se, e vidas foram restauradas.

Coréia do Norte – No país eram feitas valas para que os cristãos fossem ali jogados.

Uma família foi ameaçada de ser jogada em uma delas, caso não negassem a Jesus Cristo. O filho começou a chorar e o pai pensou em negar. Sua esposa lhe disse: “Não seja louco, pois hoje mesmo cearemos com o Senhor e veremos a Sua face”. Foram todos executados e jogados na vala.

Depois disso, houve um avivamento na Igreja da Coréia do Norte.  Homens e mulheres que pagam o preço não temem a morte porque sabem que servem ao Deus que é autor da própria vida.

Peru (Arequipa) – Família do ministério Bola de Neve estava pregando em um barracão e chegou uma tropa de guerrilheiros do Sendero Luminoso, dizendo: “A gente mata cristão no Peru. Aqueles que negam fiquem no lado esquerdo; os que afirmam, no direito. Todos fechem os olhos”. Muitos negaram; outros, como os pastores, apesar do “filme” que passou em suas cabeças, não podiam negar. Após os disparos, ouviu-se gargalhadas. Então, ao levantarem as cabeças e olharem para o lado esquerdo, viram que estavam todos mortos. Os assassinos  disseram que tinham asco, repudiavam os que negam aquilo em que acreditam.

Até que ponto estamos vivendo o evangelho hoje?

Lucas 9:23-26
“Dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me. Pois quem quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; quem, perder a sua vida por minha causa, esse a salvará. Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se vier a perder-se ou a causar dano a si mesmo? Porque qualquer que de mim e das minhas palavras se envergonhar, dele se envergonhará o Filho do Homem, quando vier na sua glória e na do Pai e dos santos anjos.”

Foi o próprio Jesus quem disse essas coisas; deve ter impressionado muito naquela época.

Nossa salvação está consumada, por meio de um pacto com Jesus – o nosso reconhecimento. Mas ele disse que não era só isso: “Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me” (Vs. 29).

Essas verdades não podem sair das nossas vidas. O evangelho não é brincadeira, ele é verdadeiro, feito de lutas. Não é somente alegria, não é fácil e não aceita 15%, 20% – requer 100% de nós.

Há uma cruz que você deve carregar. Você não vai entrar no céu sem cumprir o que o evangelho exige de você: morrer para si. Não é só a cruz que Ele carregou, mas a sua cruz também, pois o servo não é maior que o senhor.

A cruz causou dores incríveis, humilhação – era para criminosos. Mas Jesus Cristo entregou sua vida de forma voluntária e é isso que Ele quer de nós, senão não há salvação.

Quem está morrendo todos os dias para si, para suas vontades, tem carregado sua cruz todos os dias? Quantos, de verdade, têm entregado sua vida por Jesus? Se a pregação tivesse um tema, poderia ser: Quantos estão dispostos a morrer por Cristo? ou Os dispostos a morrer por Cristo.

Mateus 10:32-33
“Portanto, todo aquele que me confessar diante dos homens, também eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus; mas aquele que me negar diante dos homens, também eu o negarei diante de meu Pai, que está nos céus.”

No seu dia-a-dia você confessa Jesus Cristo como Senhor e Salvador ou não. Aquele que ama a Deus deseja agradá-lo.

Mateus 7:13-14
“Entrai pela porta estreita (larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz para a perdição, e muitos são os que entram por ela; porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem.”

Se Jesus disse isso, novamente, é porque não é brincadeira; é necessário haver morte. Não escute o evangelho de blá-blá-blá.

Quantos estão dispostos a morrer por Cristo? Homens e mulheres escreveram histórias maravilhosas com Jesus Cristo por amor, sem se preocupar com o que iria acontecer.

Hebreus 11:33
“Os quais, por meio da fé, subjugaram reinos, praticaram a justiça, obtiveram promessas, fecharam a boca de leões”

Onde estão os homens e as mulheres dispostos a morrer por Jesus Cristo? Deus quer levantar guerreiros, profetas, missionários.

Atos 5:41
“E eles se retiraram do Sinédrio regozijando-se de terem sido considerados dignos de padecer afrontas pelo nome de Jesus.”

Naquele tempo os apóstolos sentiam-se alegres por participar da obra de Deus. Hoje, as pessoas ficam cobrando as bênçãos de Deus para, assim, servi-lo.

Onde estão os dispostos a viver o evangelho verdadeiro ou até mesmo morrer por Cristo? Você aceitou Jesus. Ele é fiel, seja fiel a Ele até a morte, se necessário.

Homens e mulheres negaram a si mesmos para que a glória de Deus fosse manifesta; mártires que sofreram, mas que receberão o seu merecido galardão.

Muitos dizem que os rebolás são loucos. Onde estão os loucos por Jesus? Onde está a geração de homens e mulheres sem nome, que estão dispostos a perder a vida por amor a Jesus Cristo?

As faculdades de bruxaria, as prostitutas, os travestis estão esperando a manifestação gloriosa dos filhos de Deus. Quantos não viveram no calor do inferno e foram tirados de lá por Jesus?

“Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me.”
(LC 9:23)

Mateus 10:32-33
“Portanto, todo aquele que me confessar diante dos homens, também eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus; mas aquele que me negar diante dos homens, também eu o negarei diante de meu Pai, que está nos céus.” 

No seu dia-a-dia você confessa Jesus Cristo em “suas atitudes” como Senhor e Salvador ou não. Aquele que ama a deus deseja agradá-lo.

Grandes homens, grandes profetas entregaram suas vidas de todo o coração! A ponto de perderem sua própria vida por amor a Deus. Pois estavam sendo movido pelo Espírito Santo de Deus!

Muitos homens dão suas vidas em troca de causas sociais, mas de nada adianta essa causa se não for em favor de Deus!

“Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” João 3:16

Jesus Cristo pagou o preço para estarmos aqui. Jesus veio e pregou a palavra do Reino, Jesus pregava com ênfase, Ele se entregava de todo seu coração! Jesus pagou um preço pra salvar as nossas vidas.

“Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos” João 15:13

Jesus Cristo chamava e chama os teus servos de seus amigos!

Se você quer demonstrar teu amor a Jesus Cristo você tem que amar a Jesus e amar ao teu próximo. É necessário que paguemos um preço1 Assim como Jesus pagou.

Se entregar pra Jesus Cristo é entregar pra Ele todos os teus sentimentos, teus projetos, você amando a Jesus sua vida será guiada por Ele.

Quando você entrega a tua vida pra Jesus e começa a viver o evangelho na tua vida, você anda na contra-mão do mundo, você muda teus valores. Quando você se entrega pra Jesus não é mais você que comanda tua vida, mas sim Jesus Cristo!!!!

Deus não aceita 10, 20% da tua vida, Ele quer 100% e pra que você se entregue 100% a Jesus, você precisa se entregar todos os dias, pedir perdão a DEUS todos os dias!

Não pense que só de frequentar a igreja, a célula, o ministério, você será salvo. Você precisa viver um evangelho verdadeiro! Não é você que tem que viver e sim Jesus Cristo…

Consagrar tua vida totalmente a Jesus Cristo!

Jesus Cristo se entregou na cruz por mim, por você, e Ele quer que nós tb entreguemos nossas vidas a Ele!

Devemos morrer todos os dias para nós mesmos, matando nossas vontades, respitar os nossos pais, amando ao próximo que nós amamos a nós mesmos!

Viver a integridade de Deus custe o que custar!

“Portanto todo aquele que me confessar diante dos homens, também eu o confessarei diante de meu Pai que está nos céus; mas aquele que me negar diante dos homens, também eu o negarei diante de meu Pai que está nos céus” (Mateus 10:32-33)

Não negue a Jesus Cristo, não faça do evangelho uma brincadeira! Temos que morrer todos os dias para nós mesmos e viver pra Jesus Cristo.

A porta é estreita, mas a vitória é certa! Deus quer levantar uma geração santa! Homens que estão dispostos a morrer pelo evangelho.

Deus quer levantar profetas, missionários, pastores, pregadores do evangelho!

Jesus Cristo quer levantar um exército verdadeiro! Deus está despertando no nosso meio pessoas que estão dispostas a pagar pelo preço! Que negam a si mesmo e se entregam totalmente a Jesus Cristo!

Onde estão os loucos por Jesus?!!??!

Uma das armas do cristão é o perdão! É perdoar aqueles que te fizeram mau algum dia, devemos levar amor a essas pessoas!

São homens e mulheres que não precisam ser reconhecidos, ser bajulados, que se necessário dão tuas vidas a Jesus Cristo!  Jesus Cristo pergunta… Onde estão meus servos??? Onde estão aqueles que entenderam o evangelho?

A prostituta, o drogado, o homosexual estão precisando de ajuda, estão precisando da glória e da luz de Deus!  Mas para que você possa ser essa luz, você tem que estar vivendo um evangelho verdadeiro!

Para você servir a Jesus Cristo, levar a glória de Deus, levar a luz de Deus para aqueles que estão nas trevas, você precisa estar vivendo um evangelho verdadeiro!

Morra para você, pra sua vontade, viva pra Jesus, para a vontade, os sonhos, os projetos de Deuis!

Segure tua cruz, tome tua cruz e siga a Jesus Cristo!  Dia ao nosso Senhor e Salvador que você está disposto a morrer por Ele! Que se for necessário vocÊ morre por Jesus Cristo sim, aquele que nos salvou, que morreu pra salvar a minha e a tua vida!

Aceite a Jesus como teu único e verdadeiro Salvador! Peça pra Jesus Cristo escrever teu nome no livro da vida!

Que Deus os Abençõe!

Assista ao vídeo de animação abaixo e seja edificado!

Pra que outros possam viver

Por: Pr. Juliano Son
“Portanto, visto que temos este ministério pela misericórdia que nos foi dada, não desanimamos. Antes, renunciamos aos procedimentos secretos e vergonhosos;não usamos de engano, nem adulteramos a palavra de Deus. Ao contrário, mediante à clara exposição da verdade, recomendamo-nos à consciência de todos, diante de Deus. Pois não pregamos a nós mesmos, mas a Jesus Cristo, o Senhor, e a nós como escravos de vocês, por causa de Jesus. De todos os lados somos pressionamos, mas não desanimamos; ficamos perplexos, mas não desesperados; somos perseguidos, mas não abandonados; abatidos, mas não destruídos. Trazemos sempre em nosso corpo o morrer de Jesus, pra que a vida de Jesus também seja revelada em nós. Pois nós que estamos vivos somos sempre entregues à morte por amor a Jesus, pra que a Sua vida também se manifeste em nosso corpo. De modo que em nós atua a morte; mas em vocês, a vida. Por isso não desanimamos. Embora exteriormente estejamos a desgastar-nos, interiormente estamos sendo renovados dia após dia, pois os nossos sofrimentos leves e momentâneos estão produzindo para nós uma glória eterna que pesa mais do que todos eles. Assim, fixamos os olhos, não naquilo que se vê, mas no que não se vê, pois o que se vê é transitório, é
passageiro, mas o que não se vê é eterno.”
Pra que outros possam viver, vale a pena morrer.
E nas palavras de 2Co 4 que nós acabamos de ler, pra que outros possam viver, não apenas vale a pena morrer, como deve-se morrer, deve-se. Pra que outros possam viver, deve-se, é necessário morrer pra que haja vida, trazendo sempre em nosso corpo o morrer de Jesus, pra que a vida de Jesus também seja revelada em nosso corpo, pois nós que estamos vivos, somos sempre entregues à morte por amor a Jesus, pra que a sua vida também se manifeste em nós de modo que em nós atua a morte, pra que em vocês, pra que em outros, atue a vida. Assim como a semente que não morre, não germina, assim como a semente que não morre é incapaz de gerar frutos, aquele que não morre é incapaz de gerar vida, incapaz… Não fosse o sangue do Cordeiro, não fosse o sangue de todos os mártires que vieram antes de nós, não fossem aqueles que vivem como se não pertencessem a este mundo, não seríamos conhecedores das boas novas da vida, não seríamos.
Mas se as coisas são assim, se isso é verdade, se isso reflete a realidade, se o Senhor teve toda a intenção de dizer exatamente o que Ele disse, por que é então que não morremos? Por que é então que o mundo está cansado de ver uma igreja que deveria carregar a imagem da morte, mas não carrega… não carrega. E não carrega porque ela mesma recusa-se a morrer. Se a ordem é essa… se a ordem é essa por que é então que não vemos mais vidas sendo geradas? Nações sendo alcançadas em meio à voluntária entrega da vida por parte daqueles que se dizem cristãos… por quê? por quê?
Porque existe algo de muito errado em nosso meio. Existe algo de muito errado em meio aquilo que chamamos de evangelho do reino de Deus, evangelho do reino de DEUS, não o evangelho do reino dos homens para os homens, não o evangelho do reino desta terra para esta terra, não o evangelho do seu reino pra você mesmo, para o seu próprio benefício… mas o evangelho do reino de Deus, para o benefício de Deus.
E existe algo de muito errado porque estamos confundindo o evangelho do reino de Deus, que é para Deus, com outros evangelhos. E o povo, por falta de líderes que preguem o que o povo precisa ouvir e não o que o povo quer ouvir… o povo está adorando outros bezerros de ouro. E o grande bezerro de ouro dos nossos dias é a benção. O grande bezerro de ouro dos nossos dias é a vitória, é a conquista, é o bezerro da prosperidade, é a saúde, é o meu bem-estar, é o meu conforto, é a minha necessidade, é o meu reino, é a minha vida. Sete passos pra alcançar a benção aqui. Quarenta dias de jejum da vitória ali. Doze maneiras pra ser próspero um pouco mais adiante. E trezentas e dezoito formas pra você
fazer com que Deus faça aquilo que você quer que Ele faça, não importa se Ele queira fazer ou não. Porque,
afinal, o modelo de Jesus “Não seja feita a minha vontade, mas a sua” serve pra Jesus, serve pro Filho de Deus, não serve pra mim, não serve pra igreja.
Quantos já foram a alguma campanha do negue-se a si mesmo? Campanha dos três passos para morrer? Ou a
campanha das sete maneiras de amar o seu próximo como a si mesmo? Campanha dos quarenta dias de jejum pra
que eu possa carregar a minha cruz? Não? Nunca foi? Por quê não? Ora, porque não é isso que é importante, não é isso. Porque o importante é eu ter o carro do ano. Porque o importante é eu ser abençoado. O importante é eu mostrar o quão abençoado sou, preciso mostrar. Eu preciso mostrar. Porque, afinal de contas, se ando de carro importado é porque Deus me deu, né, Deus me deu. Porque é muito óbvio que Deus está muito mais importado com o meu ego… Eu sou, eu sou tão espiritual e abençoado, que é muito óbvio pra mim, e é muito óbvio só pra mim, que Deus está mais preocupado em colocar dinheiro nas minhas mãos, pra que eu possa comprar coisas caras e tolas, do que está preocupado em colocar recursos sobre os meus cuidados, pra que eu possa, de alguma maneira, aliviar a dor dos aflitos…
Porque Deus é tão bom pra mim, Deus é tão sábio, Ele é tão misericordioso, que Ele prefere que eu compre pra mim o meu centésimo par de sapatos, Ele prefere… é, Ele prefere que eu faça isso mais do que prefere que eu compre algumas marmitas pra dar de comer às crianças de rua. Porque o importante é eu encher o meu celeiro até onde der. O importante é o meu reino, é a minha justiça. Eu trabalhei. Eu suei. Não, não, não, não. Não foi Deus quem me deu, não. Não, não foi Deus quem me abençoou, não, não, foi eu quem ganhei. É justo. Eu trabalhei, é meu. Porque o importante é eu viver como se não houvesse morte, e Deus que me livre de pensar em morte. Coisa negativa não é Deus. O
importante é eu viver como se não houvesse morte, pra que quando a minha hora chegar, eu venha a morrer como
alguém que nunca quis viver.
Porque está escrito na palavra de Deus em Mc 8 e Mt 16: “Então Jesus começou a ensinar-lhes que era necessário que o filho do homem sofresse muitas coisas e fosse rejeitado pelos líderes religiosos, pelos chefes dos sacerdotes e pelos mestres da Lei. Fosse morto e, três dias depois, ressuscitasse. Ele falou claramente a este respeito. Então Pedro, chamando-o a parte, começou a repreendê-lo [Vejam como desde o início, a igreja se escandalizou com a mensagem da morte] Jesus, porém, voltou-se, olhou para os seus discípulos e repreendeu Pedro, dizendo: “Arreda Satanás! você não pensa nas coisas de Deus, mas nas coisas dos homens”[ Você não está de olho no reino de Deus, mas está de olho no reino dos homens!] Então Ele chamou a multidão e os discípulos e disse: “Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me” [Se quiser, se alguém quiser] Porquanto, quem quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; mas quem perder a vida por minha causa, achá-la-á. Pois o que aproveitará o homem se ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? Ou, o que dará o homem em troca da sua alma? Porque o filho do homem, o Filho de Deus há de vir na glória do Seu Pai, Ele há de voltar com Seus anjos”
E então retribuirá a cada um, conforme as suas obras. Quem fizer de tudo para garantir a sua vida neste mundo, não merecerá a vida no outro. E quem fizer de tudo para garantir a sua vida no outro mundo, perderá a sua vida neste, perderá o controle da sua vida neste mundo. Quem viver de olho nos tesouros deste mundo, receberá somente aquilo que este mundo é capaz de dar. Mas quem viver com os olhos fixos no tesouro eterno, este receberá, este haverá de receber aquilo que a eternidade tem pra dar.
Entendam algo… Sabem por que existem religiosos fanáticos que se matam, que se suicidam, que dão as suas vidas para serem destruídas, sabe por quê? Porque eles estão pensando na eternidade, eles estão de olho na eternidade. E sabe por que você se recusa a negar-se a si mesmo e entregar o controle da sua vida a Deus? Porque você está pensando demais nesta vida. E mais, sabem por que é que estes fanáticos acabam dando as suas vidas? Porque eles passaram a vida toda, a vida inteira, ouvindo de seus mestres que morrer é algo valioso, eles passaram a vida toda ouvindo de seus mestres que morrer é algo bom, é algo nobre, é algo honroso, que morrer gera vida. Gera vida. Mas e a igreja? Mas onde está a igreja? Onde está a voz profética? Onde estão os que pregam a verdade? Onde estão os que pregam? Morram!
Onde estão os mestres de Deus a gritarem? Morram! Morram! Pra viver, morram! Por amor a Cristo, morram!
Por amar a Deus acima de tudo, morram! Onde estão? Por que os missionários Moravianos se vendiam como
escravos, pra poderem pregar aos escravos? Porque alguém lhes ensinou que esta vida não vale a pena ser
vivida se não for vivida pra Deus. Alguém lhes havia ensinado que, pra que outros pudessem viver, valia a
pena morrer. Enquanto muitos parecem estar fascinados demais com mestres que pregam apenas vida nesta
vida… mestres que distorcem o significado de vida em abundância… Apesar disso… Apesar disso, existem
alguns remanescentes, existem ainda alguns que se recusam a se prostrar diante dos bezerros de ouro.
Existem ainda alguns que se permitem ser aflingidos por amor a Cristo. Alguns que entenderam a voz do Espírito de Cristo, do Cristo que deu o exemplo a ser seguido, não apenas em vida, mas na morte de cruz… e são capazes de dizer “Já não sou eu quem vivo, mas Cristo vive em mim” Cristo vive em mim. Amados, a vida é para os que creem, e os que creem não têm medo da morte, não devem ter medo da morte. Quem tem medo da morte não crê. E quem não crê, não viverá. E eis que o morte é o maior medidor da fé. Os que morrem são os que creem.
E termino com um texto bíblico que está em 2Tm 4:2-4, diz assim: “Pregue a palavra [Pregue a palavra], esteja preparado a tempo [e fora de tempo], repreenda, corrija, esorte com toda a paciência e doutrina. [Por quê?] Porque chegará o tempo em que não suportarão a são doutrina [chegará o tempo em que não suportarão os caminhos de Deus, os pensamentos de Deus]; ao contrário, sentindo coceira nos ouvidos, juntarão mestres para si mesmos, segundo as suas próprias cobiças.”
E estes se recusarão a dar ouvidos à verdade, se recusarão, voltando-se para as fábulas, preferindo acreditar nos mentirosos finais felizes. Que este não seja você, para a glória de Cristo Jesus. Amém.

Santidade na Equipe de Louvor

Por Ramon Tessmann
IntroduçãoTalvez este seja um assunto pouco lido e pouco estudado entre muitos músicos e cantores cristãos: a importância da santidade. Percebemos que muitos líderes de música e pastores, por alguma razão, não têm dado devida atenção a este problema. Talvez isto aconteça por falta de músicos, por politicagem, ou por muitos outros motivos que não vêm ao caso, mas que têm permitido pessoas que não vivem a santidade subir no palco para ministrar à igreja. Muitas vezes, os próprios levitas não têm se preocupado com isto.
IlustraçãoCostumo comparar a importância da santidade de uma equipe de louvor com um sistema de encanamento. É importante saber que para um sistema de encanamento funcionar corretamente, os canos devem estar livres de sujeira, devem estar desobstruídos. Se ocorrer o contrário, podem ocorrer vazamentos, quebra de canos, e toda a água pode perder-se. Sendo assim, o lugar de destino se tornará seco pela falta de água. Ambos, os canos e o lugar de destino sairiam prejudicados, devido a este problema de entupimento.

Significado

Se formos passar esta ilustração para a realidade, podemos entender que os levitas são os canos, Deus é a fonte, a água constitui as bênçãos e a igreja é o lugar de destino da água. Os levitas são os canos que ligam a fonte (Deus) ao lugar de destino (igreja). Os canos servem para levar água ao lugar de destino, assim como os levitas servem para ligar Deus à Igreja no período de louvor, trazendo ministração, revelações de Deus, bênçãos de toda sorte, alegria, júbilo, paz, amor, perdão, comunhão, etc. Mas para este sistema funcionar corretamente, os canos não podem estar sujos, os levitas não devem estar em pecado, senão as bênçãos poderão se perder pelo caminho. A fonte (Deus) está sempre disponível para nos enviar água, mas nós devemos trabalhar em comunhão com ela, mantendo os canos sempre limpos (santidade). Se ocorrer o contrário, o lugar de destino ficará seco (a igreja não receberá o que Deus preparou para ela naquela ocasião).

Você entendeu a ilustração acima? Você percebe a importância da santidade de cada pessoa de um grupo de louvor? Por toda a Bíblia, observamos que Deus exige que as pessoas fujam do pecado e vivam uma vida reta diante dEle. Se estivermos em pecado nossa comunicação com Deus estará obstruída e não poderemos ministrar aos outros irmãos numa situação destas. Se a nossa vida não sustentar a música que cantamos, certamente a igreja nos acusará: “Ele prega uma coisa mas vive outra!”. Sem contar que o pecado pode trazer consciência pesada, desânimo, tristeza, etc.

Conclusão

É por esta razão que eu sempre aconselho os grupos de louvor a se reunirem antes do início de cada reunião. Neste período deve-se buscar, antes de mais nada, a santidade, o perdão dos pecados que cada um cometeu. Cada levita deve estar arrependido para que Deus possa limpar o coração de cada um. Aí sim, os canos estarão limpos para que a água flua livremente do trono de Deus para a igreja. Meus amados irmãos, levem o seu grupo de louvor a buscar e viver uma vida de comunhão perante Deus. Sejam instrumentos nas mãos de Deus para levar santidade aonde não há, visto que é essencial estarmos limpos para que a igreja receba, através de nós, aquilo que Deus deseja dar.

Um abração em Cristo Jesus e até a próxima,

Ramon Tessmann – Ministério Vida Nova

CHAMADA PARA O MINISTÉRIO PROFÉTICO

IS 6.1SESS

Pr. José Antônio Corrêa

INTRODUÇÃO:

1. Isaías recebeu sua visão inaugural a cerca de 742 a.C., por ocasião da morte do Rei Uzias, Vs. 1, “No ano em que morreu o rei Uzias, eu vi também ao Senhor assentado sobre um alto e sublime trono; e o seu séquito enchia o templo”.

2. O Rei Uzias, era também conhecido por Azarias, e talvez, este fosse o seu nome original, 2 Rs 14.21, “E todo o povo de Judá tomou a Azarias, que já era de dezesseis anos, e o fizeram rei em lugar de Amazias, seu pai”.

3. O Reino próspero de Uzias (52 anos), 2 Rs 15.1-3, “1 No ano vinte e sete de Jeroboão, rei de Israel, começou a reinar Azarias, filho de Amazias, rei de Judá. 2 Tinha dezesseis anos quando começou a reinar, e cinqüenta e dois anos reinou em Jerusalém; e era o nome de sua mãe Jecolias, de Jerusalém. 3 E fez o que era reto aos olhos do Senhor, conforme tudo o que fizera Amazias, seu pai”, produziu entre o povo de Judá um sentimento falso de segurança.

4. Com a morte do Rei, a estrutura da Nação, foi abalada. Isaías contristado sobe ao Templo para adoração. A passagem envolve:

I – UMA PROFUNDA EXPERIÊNCIA COM DEUS

1. “Vi o Senhor”, Vs. 1. Talvez, esta expressão fosse figurada, mas podemos analisar os detalhes da visão:

a. Visão do trono:

a.1. Sl 10.16, “O Senhor é Rei eterno; da sua terra perecerão os gentios”. Rei se assenta no trono.

a.2. 1 Rs 22.19, “Então ele disse: Ouve, pois, a palavra do Senhor: Vi ao Senhor assentado sobre o seu trono, e todo o exército do céu estava junto a ele, à sua mão direita e à sua esquerda”.

b. Visão das “Abas da vestes de Deus” – Vestido inteiro.

c. Visão dos Serafins. Os Serafins são seres abrasadores. Eram assistentes, ou servidores do trono celestial. Não são mencionados em nenhum outro lugar das Escrituras.

2. Outros homens tiveram este tipo de visão, antes de suas chamadas ao serviço de Deus:

a. Moisés, Êx 3.1-6, “1 E apascentava Moisés o rebanho de Jetro, seu sogro, sacerdote em Midiã; e levou o rebanho atrás do deserto, e chegou ao monte de Deus, a Horebe. 2 E apareceu-lhe o anjo do Senhor em uma chama de fogo do meio duma sarça; e olhou, e eis que a sarça ardia no fogo, e a sarça não se consumia. 3 E Moisés disse: Agora me virarei para lá, e verei esta grande visão, porque a sarça não se queima. 4 E vendo o Senhor que se virava para ver, bradou Deus a ele do meio da sarça, e disse: Moisés, Moisés. Respondeu ele: Eis-me aqui. 5 E disse: Não te chegues para cá; tira os sapatos de teus pés; porque o lugar em que tu estás é terra santa. 6 Disse mais: Eu sou o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó. E Moisés encobriu o seu rosto, porque temeu olhar para Deus”.

b. Jeremias, Jr 1.4-9, “4 Assim veio a mim a palavra do Senhor, dizendo: 5 Antes que te formasse no ventre te conheci, e antes que saísses da madre, te santifiquei; às nações te dei por profeta. 6 Então disse eu: Ah, Senhor Deus! Eis que não sei falar; porque ainda sou um menino. 7 Mas o Senhor me disse: Não digas: Eu sou um menino; porque a todos a quem eu te enviar, irás; e tudo quanto te mandar, falarás. 8 Não temas diante deles; porque estou contigo para te livrar, diz o Senhor. 9 E estendeu o Senhor a sua mão, e tocou-me na boca; e disse-me o Senhor: Eis que ponho as minhas palavras na tua boca”.

c. Saulo, At 9.3-6, “3 E, indo no caminho, aconteceu que, chegando perto de Damasco, subitamente o cercou um resplendor de luz do céu. 4 E, caindo em terra, ouviu uma voz que lhe dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues? 5 E ele disse: Quem és, Senhor? E disse o Senhor: Eu sou Jesus, a quem tu persegues. Duro é para ti recalcitrar contra os aguilhões. 6 E ele, tremendo e atônito, disse: Senhor, que queres que eu faça? E disse-lhe o Senhor: Levanta-te, e entra na cidade, e lá te será dito o que te convém fazer”.

3. Nem todos os chamados precisam ser através de experiências sobrenaturais, mas todos necessitam de uma experiência com o Senhor!. Exemplo – Saulo e Barnabé, At 13.1-3, “1 E na igreja que estava em Antioquia havia alguns profetas e doutores, a saber: Barnabé e Simeão chamado Níger, e Lúcio, Cireneu, e Manaém, que fora criado com Herodes o tetrarca, e Saulo. 2 E, servindo eles ao Senhor, e jejuando, disse o Espírito Santo: Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado. 3 Então, jejuando e orando, e pondo sobre eles as mãos, os despediram”.

4. Se você se julga chamado por Deus e não teve uma experiência com Ele, reavalie sua posição.

II – UMA POSIÇÃO DE HUMILDADE EM RELAÇÃO AO PECADO

1. Muito cuidado com o chamado orgulho espiritual, ou seja você se julgar “mais santo”, “melhor de todos”, etc., Jo 13.12-16, “12 Depois que lhes lavou os pés, e tomou as suas vestes, e se assentou outra vez à mesa, disse-lhes: Entendeis o que vos tenho feito? 13 Vós me chamais Mestre e Senhor, e dizeis bem, porque eu o sou. 14 Ora, se eu, Senhor e Mestre, vos lavei os pés, vós deveis também lavar os pés uns aos outros. 15 Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também. 16 Na verdade, na verdade vos digo que não é o servo maior do que o seu senhor, nem o enviado maior do que aquele que o enviou”.

2. Isaías sentiu seu pecado, seu quadro de miséria diante de Deus: “Ai de mim”, “estou perdido”.

3. Talvez, Isaías, tivesse sentido mais o seu quadro de pecador diante do fato de poder ver a glória de Deus tão próxima, Êx 33.20, “E disse mais: Não poderás ver a minha face, porquanto homem nenhum verá a minha face, e viverá”. Ninguém podia ver a face de Deus e continuar vivo, Êx 19.21, “E disse o Senhor a Moisés: Desce, adverte ao povo que não traspasse o termo para ver o Senhor, para que muitos deles não pereçam”.

4. Reconheceu seu pecado diante do Senhor, Vs. 5, “Sou um homem de lábios impuros…”.

5. É através da fraqueza, que Deus suscita força. Fraqueza aqui, significa admitir a existência do pecado, que deve ser confessado e perdoado:

a. 2 Co 12.10, “Por isso sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por amor de Cristo. Porque quando estou fraco então sou forte”.

b. Êx 3.11, “Então Moisés disse a Deus: Quem sou eu, que vá a Faraó e tire do Egito os filhos de Israel?”

c. Êx 4.10, “Então disse Moisés ao Senhor: Ah, meu Senhor! eu não sou homem eloqüente, nem de ontem nem de anteontem, nem ainda desde que tens falado ao teu servo; porque sou pesado de boca e pesado de língua”.

d. Jr 1.6, “Então disse eu: Ah, Senhor Deus! Eis que não sei falar; porque ainda sou um menino”.

6. Se você deseja ser usado pelo Senhor, admita suas limitações.

III – UMA DISPOSIÇÃO PARA O SERVIÇO

1. A pergunta de Deus sugere uma resposta de escape, ou de entrega: “A quem enviarei, quem há de ir por nós?”

2. Dentro da pergunta, está subentendida a necessidade da Obra, Lc 10.2, “E dizia-lhes: Grande é, em verdade, a seara, mas os obreiros são poucos; rogai, pois, ao Senhor da seara que envie obreiros para a sua seara”.

3. A disposição de Isaías é inquestionável e notável: “Eis-me aqui, usa-me a mim”.

4. Muitos homens de Deus, têm tido no passado, este comportamento diante da chamada divina:

a. Abraão, Gn 12.1-4, “1 Ora, o Senhor disse a Abrão: Sai-te da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei. 2 E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei e engrandecerei o teu nome; e tu serás uma bênção. 3 E abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra. 4 Assim partiu Abrão como o Senhor lhe tinha dito, e foi Ló com ele; e era Abrão da idade de setenta e cinco anos quando saiu de Harã”.

b. Eliseu, 1 Rs 19.19-21, “19 Partiu, pois, Elias dali, e achou a Eliseu, filho de Safate, que andava lavrando com doze juntas de bois adiante dele, e ele estava com a duodécima; e Elias passou por ele, e lançou a sua capa sobre ele. 20 Então deixou ele os bois, e correu após Elias; e disse: Deixa-me beijar a meu pai e a minha mãe, e então te seguirei. E ele lhe disse: Vai, e volta; pois, que te fiz eu? 21 Voltou, pois, de o seguir, e tomou a junta de bois, e os matou, e com os aparelhos dos bois cozeu as carnes, e as deu ao povo, e comeram; então se levantou e seguiu a Elias, e o servia”.

c. Os Discípulos, Mc 1.16-20, “16 E, andando junto do mar da Galiléia, viu Simão, e André, seu irmão, que lançavam a rede ao mar, pois eram pescadores. 17 E Jesus lhes disse: Vinde após mim, e eu farei que sejais pescadores de homens. 18 E, deixando logo as suas redes, o seguiram. 19 E, passando dali um pouco mais adiante, viu Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, que estavam no barco consertando as redes, 20 E logo os chamou. E eles, deixando o seu pai Zebedeu no barco com os jornaleiros, foram após ele”.

5. Coloque-se à disposição de Deus nesta noite.

CONCLUSÃO

1. Para que você possa ser usado na obra de Deus, é necessário que tenha:

a. Uma profunda experiência com Deus,

b. Uma posição de humildade diante dele,

c. Uma disposição para ser usado no serviço de Deus.

Adoradores ou Consumidores? O Outro Lado da Herança de Charles G. Finney

por

Augustus Nicodemus Lopes

 

A palavra “evangélicos” tem se tornado tão inclusiva que corre o perigo de se tornar totalmente vazia de significado — R. C. Sproul

 

Em certa ocasião o Senhor Jesus teve de fazer uma escolha entre ter 5 mil pessoas que o seguiam por causa dos benefícios que poderiam obter dele, ou ter doze seguidores leais, que o seguiam pelo motivo certo (e mesmo assim, um deles o traiu). Em outras palavras, uma decisão entre muitos consumidores e poucos fiéis discípulos. Refiro-me ao evento da multiplicação dos pães narrado em João 6. Lemos que a multidão, extasiada com o milagre, quis proclamar Jesus como rei, mas ele recusou-se (João 6.15). No dia seguinte, Jesus também se recusa a fazer mais milagres diante da multidão pois percebe que o estão seguindo por causa dos pães que comeram (6.26,30). Sua palavra acerca do pão da vida afugenta quase que todos da multidão (6.60,66), à exceção dos doze discípulos, que afirmam segui-lo por saber que ele é o Salvador, o que tem as palavras de vida eterna (6.67-69).

O Senhor Jesus poderia ter satisfeito às necessidades da multidão e saciado o desejo dela de ter mais milagres, sinais e pão. Teria sido feito rei, e teria o povo ao seu lado. Mas o Senhor preferiu ter um punhado de pessoas que o seguiam pelos motivos certos, a ter uma vasta multidão que o fazia pelos motivos errados. Preferiu discípulos a consumidores.

Infelizmente, parece prevalecer em nossos dias uma mentalidade entre os evangélicos bem semelhante à da multidão nos dias de Jesus. Parece-nos que muitos, à semelhança da sociedade em que vivemos, tem uma mentalidade de consumidores quando se trata das coisas do Reino de Deus. O consumismo característico da nossa época parece ter achado a porta da igreja evangélica, tem entrado com toda a força, e para ficar.

Por consumismo quero dizer o impulso de satisfazer as necessidades, reais ou não, pelo uso de bens ou serviços prestados por outrem. No consumismo, as necessidades pessoais são o centro; e a “escolha” das pessoas, o mais respeitado de seus direitos. Tudo gira em torno da pessoa, e tudo existe para satisfazer as suas necessidades. As coisas ganham importância, validade e relevância à medida em que são capazes de atender estas necessidades.

Esta mentalidade tem permeado, em grande medida, as programações das igrejas, a forma e o conteúdo das pregações, a escolha das músicas, o tipo de liturgia, e as estratégias para crescimento de comunidades locais. Tudo é feito com o objetivo de satisfazer as necessidades emocionais, psicológicas, físicas e materiais das pessoas. E neste afã, prevalece o fim sobre os meios. Métodos são justificados à medida em que se prestam para atrair mais freqüentadores, e torná-los mais felizes, mais alegres, mais satisfeitos, e dispostos a continuar a freqüentar as igrejas.

Esta mentalidade consumista por parte de evangélicos se mostra por vários ângulos. Numa pesquisa recente feita pelo Instituto Gallup nos Estados Unidos constatou-se que 4 em cada 10 americanos estão envolvidos em pequenos grupos que se reúnem semanalmente buscando saída para o envolvimento com drogas, problemas familiares, solidão e isolacionismo. Embora evidentemente muitos estarão em busca de uma oportunidade para aprofundar a experiência cristã e crescer no conhecimento de Deus, a maioria, segundo Gallup, busca satisfazer suas necessidades pessoais. De acordo com a revista Newsweek, 1 em cada 5 americanos sofre de alguma forma de doença mental (incluindo ansiedade, depressão clínica, esquizofrenia, etc.) durante o curso de um ano. E disso se aproveitam os espertos. Uma denúncia contra a indústria evangélica de saúde mental foi feita ano passado por Steve Rabey em Christianity Today. Cada vez mais cresce o marketing nas igrejas na área de aconselhamento, com um número alarmante de profissionais cristãos oferecendo ajuda psicológica através de métodos seculares. A indústria de música cristã tem crescido assustadoramente, abandonando por vezes seu propósito inicial de difundir o Evangelho, e tornando-se cada vez mais um mercado rentável como outro qualquer. A maioria das gravadoras evangélicas nos Estados Unidos pertence às corporações seculares de entretenimento. As estrelas do gospel music cobram cachês altíssimos para suas apresentações. Num recente artigo em Strategies for Today’s Leader, Gary McIntosh defende abertamente que “o negócio das igrejas é servir ao povo”. Ele defende que a igreja deve ter uma mentalidade voltada para o “cliente”, e traçar seus planos e estratégias visando suas necessidades básicas, e especialmente faze-los sentir-se bem.

Um efeito da mentalidade consumista das igrejas é o que tem sido chamado de “a síndrome da porta de vai-e-vem”. As igrejas estão repletas de pessoas buscando sentido para a vida, alívio para suas ansiedades e preocupações. Assim, elas escolhem igrejas como escolhem refrigerantes. Tão logo a igreja que freqüentam deixa de satisfazer as suas necessidades, elas saem pela porta tão facilmente quanto entraram. As pessoas buscam igrejas onde se sintam confortáveis, e se esquecem de que precisam na verdade de uma igreja que as faça crescer em Cristo e no amor para com os outros.

Creio que há vários fatores que provocaram a presente situação. Ao meu ver, um dos mais decisivos é a influência da teologia e dos métodos de Charles G. Finney no evangelicalismo moderno. Houve uma profunda mudança no conceito de evangelização ocorrida no século passado, devido ao trabalho de Charles Finney. Mais do que a teologia do próprio Karl Barth, a teologia e os métodos de Finney têm moldado o moderno evangelicalismo. Ele é o herói de Jerry Falwell, Bill Bright e de Billy Graham; é o celebrado campeão de Keith Green, do movimento de sinais e prodígios, do movimento neopentecostal, e do movimento de crescimento da igreja. Michael Horton afirma que grande parte das dificuldades que a igreja evangélica moderna passa é devida à influência de Finney, particularmente de alguns dos seus desvios teológicos: “Para demonstrar o débito do evangelicalismo moderno a Finney, devemos observar em primeiro lugar os desvios teológicos de Finney. Estes desvios fizeram de Finney o pai dos fatores antecedentes aos grandes desafios dentro da própria igreja evangélica hoje: o movimento de crescimento de igrejas, o neopentecostalismo, e o reavivalismo político”.

Para muitos no Brasil seria uma surpresa tomar conhecimento do pensamento teológico de Finney. Ele é tido como um dos grandes evangelistas da Igreja Cristã, e estimado e venerado por evangélicos no Brasil como modelo de fé e vida. E não poderia ser diferente, visto que se tem publicado no Brasil apenas obras que exaltam Finney. Desconheço qualquer obra em português que apresente o outro lado. Meu alvo, neste artigo, não é escrever extensamente sobre o assunto, mas mostrar a relação de causa e efeito que existe entre o ensino e métodos de Finney e a mentalidade consumista dos evangélicos hoje.

Em sua obra sobre teologia sistemática (Systematic Theology [Bethany, 1976]), escrita pelo fim de seu ministério, quando era professor do seminário de Oberlin, Finney revela ter abraçado ensinos estranhos ao Cristianismo histórico. Ele ensina que a perfeição moral é condição para justificação, e que ninguém poderá ser justificado de seus pecados enquanto tiver pecado em si (p. 57); afirma que o verdadeiro cristão perde sua justificação (e conseqüentemente, a salvação) toda vez que peca (p. 46); demonstra que não acredita em pecado original e nem na depravação inerente ao ser humano (p. 179); afirma que o homem é perfeitamente capaz de aceitar por si mesmo, sem a ajuda do Espírito Santo, a oferta do Evangelho. Mais surpreendente ainda, Finney nega que Cristo morreu para pagar os pecados de alguém; ele havia morrido com um propósito, o de reafirmar o governo moral de Deus, e nos dar o exemplo de como agradar a Deus (pp. 206-217). Finney nega ainda, de forma veemente, a imputação dos méritos de Cristo ao pecador, e rejeita a idéia da justificação com base da obra de Cristo em lugar dos pecadores (pp. 320-333). Quanto à aplicação da redenção, Finney nega a idéia de que o novo nascimento é um milagre operado sobrenaturalmente por Deus na alma humana. Para ele, “regeneração consiste no pecador mudar sua escolha última, sua intenção e suas preferência; ou ainda, mudar do egoísmo para o amor e a benevolência”, e tudo isto movido pela influência moral do exemplo de Cristo ao morrer na cruz (p. 224).

Finney, reagindo contra a influência calvinista que predominava no Grande Avivamento ocorrido na Nova Inglaterra do século passado, mudou a ênfase que havia à pregação doutrinária para uma ênfase à fazer com que as pessoas “tomassem uma decisão”, ou que fizessem uma escolha. No prefácio da sua Systematic Theology ele declara a base da sua metodologia: “Um reavivamento não é um milagre ou não depende de um milagre, em qualquer sentido. É meramente o resultado filosófico da aplicação correta dos métodos.”

Finney não estava descobrindo uma nova verdade, mas abraçando um erro antigo, defendido por Pelágio no século IV, e condenado como herético pela Igreja, ou seja, que nenhum de nós nasce pecador; o homem, por nascimento, é neutro, e capaz de fazer escolhas para o bem e para o mal com inteira liberdade. Finney tem sido corretamente descrito por estudiosos evangélicos como sendo semi-pelagiano (ou mesmo, pelagiano) em sua doutrina, e um dos responsáveis maiores pela disseminação deste erro antigo entre as igrejas modernas.

Na teologia de Finney, Deus não é soberano, o homem não é um pecador por natureza, a expiação de Cristo não é um pagamento válido pelo pecado, a doutrina da justificação pela imputação é insultante à razão e à moralidade, o novo nascimento é produzido simplesmente por técnicas bem sucedidas, e avivamento é o resultado de campanhas bem planejadas com os métodos corretos.

Antes de Finney, os evangelistas reformados aguardavam sinais ou evidências da operação do Espírito Santo nos pecadores, trazendo-os debaixo de convicção de pecado, para então guiá-los à Cristo. Não colocavam pressão sobre a vontade dos pecadores, por meio psicológicos, com receio de produzir falsas conversões. Finney, porém, seguiu caminho oposto, e seu caminho prevaleceu. Já que acreditava na capacidade inerente da vontade humana de tomar decisões espirituais quando o desejasse, suas campanhas de evangelismo e de reavivamento passaram a girar em torno de um simples propósito: levar os pecadores a fazer uma escolha imediata de seguir a Cristo. Com isto, introduziu novos métodos nos seus cultos, como o “banco dos ansiosos” (de onde veio a prática de se fazer apelos ao final da mensagem), o uso de qualquer medidas que provocassem um estado emocional propício ao pecador para escolher a Deus, o que incluía apelos emocionais e denúncias terríveis do pecado e do juízo.

O impacto dos métodos reavivalistas de Finney no evangelicalismo moderno são tremendos. Seus sucessores têm perpetuado estes métodos e mantido as características do fundador: o apelo por decisões imediatas, baseadas na vontade humana; o estímulo das emoções como alvo do culto; o desprezo pela doutrina; e a ênfase que se dá na pregação a se fazer uma escolha, em vez da ênfase às grandes doutrinas da graça. As igrejas evangélicas de hoje, influenciadas pela teologia e pelos métodos de Finney, acreditando que reavivamentos podem ser produzidos, e que pecadores podem decidir seguir a Cristo quando o desejarem, têm adotado táticas e práticas em que as pessoas são vistas como clientes, e que promovem a mentalidade consumista nas igrejas evangélicas.

A relação entre os métodos de Finney e o espírito consumista moderno foi corretamente notado por Rodney Clapp, em recente artigo na Christianity Today (Outubro de 1966): “Ao enfatizar a importância de se tomar uma decisão para Cristo, Charles Finney e outros reavivalistas ajudaram na sacramentalização da ‘escolha’, elemento chave do consumismo capitalista de hoje. O reavivalismo [de Finney] encorajava sentimentos de êxtase e a abertura do indivíduo para mudanças costumeiras de conversão e reconversão” (p. 22).

O Senhor Jesus preferiu doze seguidores genuínos a ter uma multidão de consumidores. Creio que a igreja evangélica brasileira precisa seguir a Cristo também aqui. É preciso que reconheçamos que as tendências modernas em alguns quartéis evangélicos é a de produzir consumidores, muito mais que reais discípulos de Cristo, pela forma de culto, liturgias, atrações, e eventos que promovem. Um retorno às antigas doutrinas da graça, pregadas pelos apóstolos e pelos reformadores, enfatizando a busca da glória de Deus como alvo maior do homem, poderá melhorar esse estado de coisas.