Qual tem sido o seu testemunho cristão dentro de casa?

Seus esposo(a), seus filhos, tem visto em você um servo(a) de Deus verdadeiramente?
Não adianta você ser uma coisa na igreja e em casa ser outra totalmente diferente.
Lembre-se: Suas atitudes falam mais que suas palavras! Sua família vai se espelhar em você.

 

O SOFRIMENTO DE JESUS

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Jesus entrou em agonia no Getsemani e seu suor tornou-se como gotas de sangue a escorrer pela terra’.  O único evangelista que relata o fato é um médico, Lucas. E o faz com a precisão de um clínico. O suar sangue, ou “hematidrose”, é um fenômeno raríssimo. É produzido em condições excepcionais: para provocá-lo é necessário uma fraqueza física, acompanhada de um abatimento moral violento causado por uma profunda emoção, por um grande medo. O terror, o susto, a angústia terrível de sentir-se carregando todos os pecados dos homens devem ter esmagado Jesus.

Tal tensão extrema produz o rompimento das finíssimas veias capilares que estão sob as glândulas sudoríparas, o sangue se mistura ao suor e se concentra sobre a pele, e então escorre por todo o corpo até a terra.
Conhecemos a farsa do processo preparado pelo Sinédrio hebraico, o envio de Jesus a Pilatos e o desempate entre o procurador romano e Herodes. Pilatos cede, e então ordena a flagelação de Jesus. Os soldados despojam Jesus e o prendem pelo pulso a uma coluna do pátio. A flagelação se efetua com tiras de couro múltiplas sobre as quais são fixadas bolinhas de chumbo e de pequenos ossos.

Os carrascos devem ter sido dois, um de cada lado, e de diferente estatura.  Golpeiam com chibatadas a pele, já alterada por milhões de microscópicas hemorragias do suor de sangue. A pele se dilacera e se rompe; o sangue espirra. A cada golpe Jesus reage em um sobressalto de dor. As forças se esvaem; um suor frio lhe impregna a fronte, a cabeça gira em uma vertigem de náusea, calafrios lhe correm ao longo das costas. Se não estivesse preso no alto pelos pulsos, cairia em uma poça de sangue.  Depois o escárnio da coroação. Com longos espinhos, mais duros que os de acácia, os algozes entrelaçam uma espécie de capacete e o aplicam sobre a cabeça.

Os espinhos penetram no couro cabeludo fazendo-o sangrar (os cirurgiões sabem o quanto sangra o couro cabeludo).  Pilatos, depois de ter mostrado aquele homem dilacerado à multidão feroz, o entrega para ser crucificado. Colocam sobre os ombros de Jesus o grande braço horizontal da Cruz; pesa uns cinqüenta quilos. A estaca vertical já está plantada sobre o Calvário. Jesus caminha com os pés descalços pelas ruas de terreno irregular, cheias de pedregulhos. Os soldados o puxam com as cordas. O percurso, é de cerca de 600 metros. Jesus, fatigado, arrasta um pé após o outro, freqüentemente cai sobre os joelhos. E os ombros de Jesus estão cobertos de chagas. Quando ele cai por terra, a viga lhe escapa, escorrega, e lhe esfola o dorso.

Sobre o Calvário tem início a crucificação. Os carrascos despojam o condenado, mas a sua túnica está colada nas chagas e tirá-la produz dor atroz. Quem já tirou uma atadura de gaze de uma grande ferida percebe do que se trata. Cada fio de tecido adere à carne viva: ao levarem a túnica, se laceram as terminações nervosas postas em descoberto pelas chagas. Os carrascos dão um puxão violento. Há um risco de toda aquela dor provocar uma síncope, mas ainda não é o fim.

O sangue começa a escorrer. Jesus é deitado de costas, as suas chagas se incrustam de pé e pedregulhos. Depositam-no sobre o braço horizontal da cruz. Os algozes tomam as medidas. Com uma broca, é feito um furo na madeira para facilitar a penetração dos pregos. Os carrascos pegam um prego (um longo prego pontudo e quadrado), apoiam-no sobre o pulso de Jesus, com um golpe certeiro de martelo o plantam e o rebatem sobre a madeira. Jesus deve ter contraído o rosto assustadoramente. O nervo mediano foi lesado.  Pode-se imaginar aquilo que Jesus deve ter provado; uma dor lancinante, agudíssima, que se difundiu pelos dedos, e espalhou-se pelos ombros, atingindo o cérebro.

A dor mais insuportável que um homem pode provar, ou seja, aquela produzida pela lesão dos grandes troncos nervosos: provoca uma síncope e faz perder a consciência. Em Jesus não.  O nervo é destruído só em parte: a lesão do tronco nervoso permanece em contato com o prego: quando o corpo for suspenso na cruz, o nervo se esticará fortemente como uma corda de violino esticada sobre a cravelha. A cada solavanco, a cada movimento, vibrará despertando dores dilacerantes.  Um suplício que durará três horas.

O carrasco e seu ajudante empunham a extremidade da trava; elevam Jesus, colocando-o primeiro sentado e depois em pé; conseqüentemente fazendo-o tombar para trás, o encostam na estaca vertical. Depois rapidamente encaixam o braço horizontal da cruz sobre a estaca vertical. Os ombros da vítima esfregam dolorosamente sobre a madeira áspera. As pontas cortantes da grande coroa de espinhos penetram o crânio. A cabeça de Jesus inclina-se para frente, uma vez que o diâmetro da coroa o impede de apoiar-se na madeira.

Cada vez que o mártir levanta a cabeça, recomeçam pontadas agudas de dor.  Pregam-lhe os pés. Ao meio-dia Jesus tem sede. Não bebeu desde a tarde anterior. Seu corpo é uma máscara de sangue. A boca está semi-aberta e o lábio inferior começa a pender. A garganta, seca, lhe queima, mas ele não pode engolir. Tem sede. Um soldado lhe estende sobre a ponta de uma vara, uma esponja embebida em bebida ácida, em uso entre os militares. Tudo aquilo é uma tortura atroz. Um estranho fenômeno se produz no corpo de Jesus. Os músculos dos braços se enrijecem em uma contração que vai se acentuando: os deltóides, os bíceps esticados e levantados, os dedos, se curvam. É como acontece a alguém ferido de tétano.

A isto que os médicos chamam tetania, quando os sintomas se generalizam: os músculos do abdômen se enrijecem em ondas imóveis, em seguida aqueles entre as costelas, os do pescoço, e os respiratórios. A respiração se faz, pouco a pouco mais curta.  O ar entra com um sibilo, mas não consegue mais sair. Jesus respira com o ápice dos pulmões. Tem sede de ar: como um asmático em plena crise, seu rosto pálido pouco a pouco se torna vermelho, depois se transforma num violeta purpúreo e enfim em cianítico.

  • Jesus é envolvido pela asfixia. Os pulmões cheios de ar não podem mais esvaziar-se. A fronte está impregnada de suor, os olhos saem fora de órbita.
  • Mas o que acontece? Lentamente com um esforço sobre-humano, Jesus toma um ponto de apoio sobre o prego dos pés. Esforça-se a pequenos golpes, se eleva aliviando a tração dos braços. Os músculos do tórax se distendem. A respiração torna-se mais ampla e profunda, os pulmões se esvaziam e o rosto recupera a palidez inicial.
  • Por que este esforço? Porque Jesus quer falar: “Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem”.
  • Logo em seguida o corpo começa afrouxar-se de novo, e a asfixia recomeça. Foram transmitidas sete frases pronunciadas por ele na cruz: cada vez que quer falar, deverá elevar-se tendo como apoio o prego dos pés.  Inimaginável!
  • Atraídas pelo sangue que ainda escorre e pelo coagulado, enxames de moscas zunem ao redor do seu corpo, mas ele não pode enxotá-las. Pouco depois o céu escurece, o sol se esconde: de repente a temperatura diminui.
  • Logo serão três da tarde, depois de uma tortura que dura três horas. Todas as suas dores, a sede, as cãibras, a asfixia, o latejar dos nervos medianos, lhe arrancam um lamento: “Meu Deus, meu Deus, porque me abandonastes?”.
  • Jesus grita: “Tudo está consumado!”. Em seguida num grande brado diz: “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito”. E morre. Em meu lugar e no seu.

Por: Dr. Barbet, médico francês 

 

 

VIVA AS PROMESSAS DE DEUS!

“Você tem coragem de viver das promessas de Deus? Você crê mesmo em Deus? Você se aventura a permanecer firme no testemunho da Palavra? Qual testemunho? – Se creres, verás a glória de Deus. Você será peneirado como o trigo. Você será provado. Você será levado a situações nas quais será necessário confiar absolutamente em Deus. Não existe isso de alguém ser tentado além do que Deus permitir. A tentação virá, porém Deus estará contigo bem na hora para lhe dar o escape. E quando tiver sido provado, Ele fará você resplandecer como ouro. Toda provação tem a finalidade de levá-lo a uma posição mais elevada em Deus. A provação que testa sua fé o colocará num nível maior de certeza de que a fé Divina se manifestará nas próximas provas. Nenhum homem tem capacidade para alcançar qualquer vitória, exceto pelo poder de Cristo ressuscitado. Você jamais será capaz de dizer: “Eu fiz isso ou aquilo por mim mesmo”. O seu desejo será glorificar a Deus em tudo. Se você está seguro da sua posição, se tem o Cristo vivo dentro de você, então conseguirá rir quando as coisas piorarem. Isso é sinal que Deus o tem alicerçado e fundamentado em Cristo, pois somente quando estamos cheios do Espírito Santo, é que nos tornamos firmes e inabaláveis. Deus nos guiará por casa passo na vida.”
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Smith Wigglesworth 

O VERDADEIRO PROFETA DE DEUS

 

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O que faz uma pessoa ser reconhecida como verdadeiro profeta de Deus, não é o seu terno, seu sapato, seu anel ou relógio novo; nem por pregar em grandes igrejas ou congressos; nem por essa pessoa expulsar demônios, curar ou profetizar.
Nem por ela dizer: Assim diz o Senhor!
Cuidado! Nem tudo que reluz é ouro! Lembre-se que João Batista não se vestia tão elegantemente, não pregava em nenhuma grande sinagoga, e a Bíblia não registra nenhum milagre que ele realizou. Ao contrario a Bíblia diz que ele se vestia de peles de camelo, e pregava no deserto da Judeia. Mas entre os que de mulher nasceu, não apareceu alguém maior do que João o Batista!
O que faz realmente uma pessoa ser reconhecida como um verdadeiro profeta de Deus é o seu compromisso com Deus e sua Palavra e os frutos que essa pessoa produz. A Bíblia é clara:
“Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente, são lobos devoradores. Por seus FRUTOS os conhecereis. Porventura colhem-se uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos? Assim, toda a árvore boa produz BONS FRUTOS, e toda a árvore má produz frutos maus. Não pode a árvore boa dar maus frutos; nem a árvore má dar frutos bons. Toda a árvore que não dá bom fruto corta-se e lança-se no fogo. PORTANTO, PELOS SEUS FRUTOS OS CONHECEREIS. Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! Entrará no reino dos céus, MAS AQUELE QUE FAZ A VONTADE DE MEU PAI, QUE ESTÁ NOS CÉUS. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? E em teu nome não expulsamos demônios? E em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade. (Mateus 7.15-23).
PENSE NISSO – Pr. Felipe Costa

PALAVRA DA VERDADE: Coceira nos Ouvidos

 

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Há milhares de igrejas, ao redor do mundo, que não querem ouvir a sã doutrina. Não aguentariam, por duas semanas, um ensino bíblico firme que refutasse seus erros doutrinários, que confrontasse o seu pecado, que lhes trouxesse convicção e as exortasse a obedecer a verdade. Não desejam ouvir pregação sadia. Por quê? Porque os que se encontram nas igrejas desejam possuir a Deus sem abrir mão de seu estilo de vida pecaminoso; por isso não toleram que alguém lhes diga o que a Palavra de Deus declara a esse respeito.

Então, o que desejam eles ouvir? “Cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos” (2 Tm 4.3). Ironicamente, eles procuram mestres. Aliás, cercam-se de mestres, mas não aqueles que ensinam a sã doutrina. Escolhem mestres que lhes ensinem o que desejam ouvir, ou seja, aquilo que satisfaz a coceira de seus ouvidos. Desejam aquilo que os faz sentirem-se bem consigo mesmos. Pregadores que os ofendem, esses são rejeitados. Ajuntam ao redor de si uma porção de professores que satisfazem seus apetites insaciáveis e egoístas. O pregador que traz a mensagem que mais necessitam ouvir é aquele que eles menos gostam de ouvir.

Infelizmente, pregadores com mensagens que satisfazem as coceiras nos ouvidos são abundantes em nossos dias. “Em épocas de fé instável, de ceticismo e de mera especulação curiosa em relação aos aspectos espirituais, mestres de todo tipo proliferam, tal como as moscas da praga no Egito. A demanda gera o suprimento. Os ouvintes convidam e moldam os seus próprios pregadores. Se as pessoas desejam um bezerro para adorar, o ministro ‘que fabrica bezerros’ logo é encontrado”.

Esta avidez por mensagens que agradem a coceira nos ouvidos conduz a um final terrível. O versículo 4 diz que, por fim, essas pessoas “se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas”. Tornam-se vítimas de sua própria recusa em ouvir a verdade. A frase “recusar-se-ão a dar ouvidos” está na voz ativa. Isto significa que as pessoas deliberadamente escolhem essa atitude. A frase “entregando-se às fábulas” está na voz passiva, descrevendo o que acontece a elas. Tendo dado as costas à verdade, tornam-se instrumentos de Satanás. A ausência de luz são as trevas.

Isso está acontecendo na igreja contemporânea. O evangelicalismo perdeu sua tolerância para com a pregação confrontadora. A esta altura, a igreja flerta com os mais graves erros doutrinários. Os cristãos buscam imprudentemente a revelação extra-bíblica na forma de profecias e sonhos. Os pregadores negam ou ignoram a realidade do inferno. O evangelho moderno promete o céu sem uma vida de santidade. As igrejas ignoram o ensinamento bíblico acerca do papel da mulher, do homossexualismo e de outras questões sensíveis. Os recursos humanos substituíram a mensagem divina. Isso tudo compromete a doutrina seriamente. Se a igreja não se arrepender e retornar ao caminho de ascendência (como diria Spurgeon), estes e outros erros semelhantes se tornarão epidêmicos.

Observe novamente a frase-chave no versículo 3: “Como que sentindo coceira nos ouvidos”. Por que não suportam a sã doutrina? Por que cercam-se de mestres e voltam as costas para a verdade? Porque no seu íntimo o que pretendem é satisfazer a coceira de seus ouvidos. Não querem ser confrontados. Não querem sentir convicção de pecado. Desejam ser entretidos; querem pregações que produzam sentimentos agradáveis. Desejam sentir-se bem. Querem satisfazer a coceira dos seus ouvidos com anedotas, humor, psicologia, palestras motivacionais, estímulos, pensamento positivo, auto-satisfação e sermões que fortalecem o ego. Correção, repreensão e exortação bíblicas são inaceitáveis.

Mas a verdade de Deus não faz cócegas em nossos ouvidos; ela esbofeteia os nossos ouvidos. Ela os queima. Primeiramente, ela corrige, repreende e traz convicção; depois, ela exorta e encoraja. Os que pregam a Palavra precisam ter o cuidado de manter esse equilíbrio.

Em João 6, após Jesus ter pregado um sermão bastante severo, a Bíblia nos diz: “À vista disso, muitos dos seus discípulos o abandonaram e já não andavam com ele” (v. 66). Enquanto as multidões se retiravam, nosso Senhor voltou-se a seus discípulos e perguntou: “Porventura, quereis também vós outros retirar-vos?” (v. 67). A resposta de Pedro, em nome dos demais apóstolos, é significativa: “Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras da vida eterna” (v. 68). Esta é a resposta correta. Revela a diferença entre os verdadeiros discípulos e os demais: a fome pela Palavra. Jesus afirmou: “Se vós permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos” (Jo 8.31). Pessoas que buscam ser alimentadas ou entretidas, curiosos e gente que apenas segue as multidões não são, de forma alguma, discípulos verdadeiros. Os que amam a Palavra são os verdadeiros seguidores de Cristo. Esses não desejarão ouvir pregadores que cocem seus ouvidos.

John MacArthur

VOCÊ VAI COLHER AQUILO QUE VOCÊ PLANTOU

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Uma lei Espiritual que existe, e que ninguém escapará dela, é a lei da Semeadura e dá Colheita. Você colherá aquilo que você plantou!
O fruto que você vai colher não poderá ser diferente da semente que você semeou, pois uma semente traz consigo as características da sua espécie. Sendo assim não tem como você semear o ódio e querer colher o amor. Não tem como você plantar o mal e querer colher o bem. Você colherá exatamente aquilo que você plantou! Portanto se você tem plantado amor, colherá amor; se tem plantado o ódio vai colher o ódio; se tem plantado o mal vai colher o mal… etc… Mas algo que nunca devemos nos esquecer, é que a colheita será maior que a semeadura; pois você semeia uma semente, mas colherá espigas inteiras. Então tome muito cuidado com aquilo que você tem semeado!

A Bíblia diz: “Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará. Porque o que semeia na sua carne, da carne ceifará a corrupção; mas o que semeia no Espírito, do Espírito ceifará a vida eterna. E não nos cansemos de fazer bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não houvermos desfalecido”. (Gálatas 6.7-9).
Pense nisso!
Pr. Felipe Costa

SOBRE O AMOR AO PRÓXIMO

amor

Hoje dentro das igrejas ta cheio de pessoas que estão vivendo no engano, pessoas que dizem ser servas de Cristo, mas não amam o próximo e não conseguem perdoar quando são ofendidas.
A Bíblia diz que Jesus perdoou até mesmo aqueles que o crucificaram, Estêvão sendo apedrejado até a morte liberou perdão aos seus algozes. (Atos, 7. 60).
Jesus nos deu este mandamento: “Amem os seus inimigos e orem por aqueles que ´vos perseguem” (Mateus, 5. 44).
Mas hoje muitos que dizem ser servos de Deus, são pessoas rixosas, rancorosas, pessoas que quando são ofendidas fazem de tudo para se vingar. Pessoas totalmente desprovidas da piedade, compaixão e amor ao próximo.
Os dois principais mandamentos é amar a Deus sobre todas as coisas e ao teu próximo como a ti mesmo. Se alguém afirmar: “Eu amo a Deus”, mas odiar seu irmão, é mentiroso, pois quem não ama seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê. Ele nos deu este mandamento: Quem ama a Deus, ame também seu irmão” (1 João, 4. 20 – 21).
João disse: “Sabemos que já passamos da morte para a vida porque amamos nossos irmãos. Quem não ama permanece na morte. Quem odeia seu irmão é assassino, e vocês sabem que nenhum assassino tem a vida eterna em si mesmo” (1 João, 3. 14 -15). Infelizmente tá cheio de assassinos espirituais dentro das igrejas!
Não somos conhecidos como discípulos de Cristo por falar em línguas estranhas ou profetizar….:
“Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o sino que ressoa ou como o prato que retine. Ainda que eu tenha o dom de profecia e saiba todos os mistérios e todo o conhecimento, e tenha uma fé capaz de mover montanhas, se não tiver amor, nada serei” (1 Coríntios, 13. 1-2).
Mas somos conhecidos como discípulos de Cristo quando amamos os nossos irmãos e até mesmo os nossos inimigos: “Com isso todos saberão que vocês são meus discípulos, se vocês se amarem uns aos outros”(João, 13. 35).
Pense nisso! – Pr. Felipe Costa

É FÁCIL SER PASTOR PARA AQUELES QUE…!

Bom mau pastor

Por: Rev. Márcio Willian Chaveiro

É fácil ser pastor para aqueles que não são verdadeiramente chamados pelo Senhor! Para aqueles que não sofrem pelo Evangelho, pela Igreja, pela Verdade! É fácil ser pastor para aqueles que não se esmeram no ensino da Palavra para a manejar bem (1 Tm 5.17; 2 Tm 2.15)! É fácil para aqueles que o ministério é um “complemento salarial” e não sua missão como de um soldado que deseja satisfazer aquele que o arregimentou, que batalha conforme as normas do Evangelho e planta para a glória de Deus (2 Tm 2.4)! Para aqueles que são impostores, que enganam e são enganados (2Tm 3.13)! É fácil para aqueles que usurpam da igreja seus recursos e não o sustento digno de um verdadeiro ministro, que são dominadores e desejam ser bajulados o tempo todo pela igreja (1Pe 5.2)! Para aqueles ministros que agem politicamente correto, que nunca tratam os problemas reais da igreja, para não perder o “emprego” ou as regalias que adquiriu! É fácil para aqueles que só pensam em si mesmos e nos benefícios momentâneos para suas famílias enquanto estão pastoreando em algum campo que proporciona essa situação! Para aqueles que vivem ociosamente a semana toda e no domingo pregam sermões superficiais recheados de piadas sem graça e desprovido de exposição bíblica! Pastores que durante a semana toma leite e no domingo querem produzir puro creme! O Dr. Augustos Nicodemus acertadamente disse que ministros que não foram chamados por Deus é a raiz de todos os males na igrejas locais e nos concílios eclesiásticos!1 O ministério fiel é luta, sofrimento, altruísmo para aqueles que são verdadeiramente chamados! Esses participam dos sofrimentos de Cristo, mesmo sendo co-participantes da glória que há de ser revelada (1 Pe 5.1)! Os pastores vocacionados pastoreiam voluntariamente, mesmo quando a igreja não o reconhece e não o sustenta para desenvolver melhor o seu trabalho sem maiores preocupações (1 Co 9. 6-9; 1 Pe 5.2)! O ministro fiel se esmera na Palavra não por obrigação, mas porque ama estudar e conhecer a Deus para instruir o rebanho (At 20.27)! Cuida de si mesmo antes de cuidar do rebanho (At 20.28)! O pastor que segue o Supremo Pastor tem consciência que seu dom é para edificar os crentes para que sejam progressivamente semelhantes a Cristo e não para ter admiradores (Ef 4. 11-16)! O ministro fiel protege o rebanho dos lobos, combate o bom combate e quando está próximo de sua partida, guarda seguramente a fé, e aguarda ansiosamente a coroa que lhe esta guardada (At 20.29; 2 Tm 4. 6-8)! O pastor vocacionado nunca se envergonha do Evangelho porque é o poder de Deus e sabe que o Senhor é fiel para guardar o seu deposito até o fim (Rm 1.6); 1 Tm 1. 12)! O ministro verdadeiramente vocacionado tem sua vida construída sob a Escritura, porém, interpreta o seu tempo adequadamente e aplica o ensino do texto bíblico a realidade de suas ovelhas! Falando sobre a importância da pregação dos pastores, John Stott afirmou: o sermão que o pastor prega deve ser uma ponte entre dois mundos: o texto antigo e o ouvinte contemporâneo. O pastor precisa conhecer esses dois mundos: tanto o texto quanto seus ouvintes.2 Uma ovelha instruída desejará acima de qualquer coisa que seu pastor se dedique ao estudo fiel das Escrituras, porque terá sempre nos estudos e mensagens dominicais, alimento solido! Um pastor genuíno não molda seu ministério ou sermões ao gosto dos ouvintes, mas a ordem do Supremo Pastor (2 Tm 4.1-2). O fiel ministro sempre corre risco de não ser aceito e também de ser confrontado com a própria mensagem, como afirmou Ralph Lewis:

Mas um ministério significativo requer mais do que arriscar nossos sermões. Pode significar riscos para nós mesmos. Significa colocar-nos no banco da igreja com nosso povo, admitindo nossa condição humana a nós mesmos e a eles, e pregar com a convicção de que todos somos “cooperadores de Deus.3

Porque existem igrejas fracas? A causa principal é o ministro preguiçoso atrás do púlpito! Não digo fraqueza da igreja com relação a números apenas, porque isso pode ser enganoso, mas com relação a vida de piedade dos membros! John Stott disse:

Nossa adoração é fraca porque nossos conhecimentos de Deus são fracos, e nossos conhecimentos de Deus são fracos porque a nossa pregação é fraca. Quando, porém, a Palavra de Deus é exposta na sua plenitude e a congregação começa a ter um vislumbre da glória do Deus vivo, todos se curvam em reverente temor solene e admiração jubilosa diante do seu trono. É a pregação que realiza isso – a proclamação da Palavra de Deus no poder do Espírito de Deus. É por isso que a pregação é incomparável e insubstituível. 4

O pregador precisa ser fiel exegeticamente a Escritura, como disse Stuart Olyott na mesma perspectiva afirmou:

Pecamos quando pregamos aquilo que achamos que as Escrituras afirmam, e não pregamos o seu verdadeiro significado. Também pecamos quando pregamos os pensamentos que a Palavra desperta em nosso intelecto e não aquilo que a Palavra realmente declara. Um arauto é um traidor, se não transmite exatamente o que o Rei diz. Quem ousará colocar-se diante de uma congregação e proclamar: Assim diz o Senhor”, afirmando em seguida, no nome do Senhor, aquilo que Ele não disse? Precisamos enfatizar novamente: na pregação, não existe nada – nada mesmo – que seja mais importante do que a exatidão exegética.5

O Reverendo Hernandes Dias Lopes fala sobre o tipo de pastores que a igreja precisa:

Precisamos de pastores que amem Deus mais do que seu sucesso pessoal. Precisamos de pastores que se afadiguem na Palavra e tragam alimento a intimidade de Deus para o povo. Precisamos de pastores que conheçam a intimidade de Deus pela oração e sejam exemplo de piedade para o rebanho. Precisamos de pastores que deem a vida pelo rebanho em vez de explorarem o rebanho. Precisamos de pastores que tenham coragem de dizer “não” quando todos estão dizendo “sim” e, dizer “sim”, quando a maioria diz “não”. Precisamos de pastores que não se dobrem ao pragmatismo nem vendam sua consciência por dinheiro ou sucesso. Precisamos de pastores fiéis e não de pastores populares. Precisamos de homens quebrantados e não de astros ensimesmados.6

Muitos pastores serão condenados eternamente no inferno por sua infidelidade e impiedade, por adorarem seu próprio ventre, por nunca terem se rendido aos pés de Cristo (Mt 7. 15-23; Fl 3.19)! Por isso Tiago disse que os mestres passarão por maior juízo (3.1): Meus irmãos, não vos torneis, muitos de vós, mestres, sabendo que havemos de receber maior juízo. O ministério traz consigo grande responsabilidade para aquele que o exerce! Como bem colocou o grande pastor de Kidderminster Richard Baxter (1615-1691): Deus não faz acepção de pessoas. Ele não me salva por causa do meu colarinho clerical, nem por causa da minha vocação ministerial. Uma santa vocação não salvará um homem que não é santo.7 O Dr. Carson diz que é importante honrar aqueles ministros que se dedicam a escrever livros, artigos, dar treinamento pastoral! Contudo, muitos destes não creem no poder da Palavra: …É possível escrever comentários sem lembrar constantemente que Deus mesmo está presente e se revela mais uma vez ao seu povo, por meio da Palavra.8 Mais adiante ele afirma que o pastor acadêmico precisa sair dos seus portões eclesiásticos e se envolver na cultura através de um contato pessoal e não teórico, influenciando intelectualmente e evangelizando:

Se você é um acadêmico, precisa colocar-se em situações em que, por assim dizer, toma de vez em quando o seu lugar nas tropas da linha de frente. Isso significa engajamento no mundo exterior em um nível pessoal, em um nível intelectual e cultural; significa trabalhar e servir a igreja local; significa engajar-se na evangelização…9

Eu sei que os ministros fiéis não se sentirão ofendidos com esse artigo, mas os ministros infiéis, construirão várias críticas e desculpas para continuarem na infidelidade e comodidade que vivem! Para os últimos não tenho nenhum compromisso ou temor em ofender, porque se sentirem ofendidos pelas exigências das Escrituras, não a ofensa não foi produzida por mim, mas pelo Bom Pastor! Nesse caso, o problema não é comigo, com o algum conselho, igreja ou concílios, é com Deus! Cada um de nós prestará conta diante do Supremo Pastor, e não existirá justificativa para negligência pastoral! Ser pastor conforme a Bíblia exige, é muito difícil, somente pela graça e poder do Espírito Santo podemos exercer progressivamente o nosso ministério de forma fiel! Por isso, o verdadeiro vocacionado tem alvo, que é agradar o Supremo Pastor, o glorificar e se sente sempre devedor! Sabe que sua coroa de glória imarcescível será entregue no final da caminhada (1 Pe 5.4)! Que Ele ajude a todo pastor verdadeiramente chamado, a ser o que deve buscar ser, para a glória dele! A Ele toda a glória, amém!

Todas as Coisas Cooperam para o Nosso Bem

caminhopor

Joel Beeke


Comentário Sobre Romanos 8:28


Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito“. (Romanos 8:28)


Em Romanos 8:28 Paulo expõe uma profunda e consoladora verdade para o crente genuíno, “Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito”.

A vida do cristão assemelha-se ao mecanismo de um relógio. O que você vê ao abrir um relógio? Vê que certas engrenagens que giram em sentido anti-horário estão atreladas a outras que trabalham no sentido horário. A sua primeira impressão pode ser de que o mestre relojoeiro está louco ou confuso.

Pelo contrário, ele arrumou de tal forma o mecanismo desse relógio e colocou uma mola mestra para controlar todas as suas engrenagens, que quando recebe corda, embora uma engrenagem gire no sentido horário e outra no sentido anti-horário, todas trabalham juntas para mover os ponteiros em torno do mostrador precisamente na velocidade certa. Muitas engrenagens parecem trabalhar umas contra as outras, mas todas trabalham juntas com o mesmo propósito de mostrar o tempo exato.

Isso é apenas uma alegoria da vida do povo de Deus. Algumas engrenagens nas suas vidas giram em sentido horário, as quais provêem esperança de que os fatos que ocorrem em suas vidas, dirigidos pela providência de Deus são bons para eles, mas outros atos da providência de Deus parecem ocorrer no sentido contrário, ou seja, contra eles. Somente quando seus olhos da fé estão fixos no grande Mestre-Relojoeiro, que planejou todas as coisas segundo seu sábio decreto, eles vêem e compreendem que Ele ajustou a mola mestra da graça nas suas vidas, de maneira que todas as engrenagens espirituais e providenciais cooperam para o seu bem estar. Sim, irmão, embora muitas vezes pareça que tudo está girando no sentido anti-horário e contra você, embora às vezes você veja uma engrenagem da providência trabalhar contra uma engrenagem da graça em várias aflições e provações, ainda assim o seu sábio Deus sabe exatamente tudo o que Ele está fazendo. Ele fará todas as coisas cooperarem para a produção de um abençoado e divino resultado segundo o Seu soberano beneplácito e eterno conselho.

Paulo não faz qualquer exceção a essa promessa. Ele diz “todas as coisas __ isso inclui todas as coisas boas e todas as coisas ruins __ cooperam para o bem”. As melhores coisas __ incluindo os atributos e as obras de Deus, as promessas e providências do Pai, a obra e a pessoa do Filho, a graça e a obra do Espírito, o eterno pacto da graça com todos os benefícios da salvação que o acompanham, e as divinas ordenanças, como a Palavra, os sacramentos, a oração e a comunhão dos santos __ todas cooperam para o seu bem verdadeiro se você é um daqueles que verdadeiramente amam ao Deus das Escrituras. Até mesmo as piores coisas __ incluindo o afastamento de Deus, o pecado, satanás, enfermidades, tentações, aflições, perseguições, __ cooperam para o seu bem e para a glória de Deus.

Sem dúvida alguns de nós dirão, “é fácil compreender que as coisas boas cooperam para o bem, e eu sei que as coisa ruins devem cooperar para o bem estar espiritual do povo de Deus, mas como a aflição, o afastamento de Deus, e até mesmo o pecado podem cooperar para o meu bem, isso eu não consigo compreender!

Hoje e na mensagem da próxima semana eu desejo expor a vocês algumas maneiras diferentes como até mesmo essa três coisas __ a aflição, a interrupção da comunhão com Deus e o pecado __ cooperam para o bem estar espiritual dos filhos de Deus, para que, a partir do exposto, nós sejamos capazes de concluir com segurança que “todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus”. Hoje vamos nos deter no benefício que a aflição traz para o crente, e na próxima semana veremos então como a deserção divina e o pecado podem resultar em bem.

Ninguém naturalmente gosta da aflição. Aflições podem ser muito pesadas e difíceis de suportar. “Se o pecado é a cabeça da serpente,” escreveu Ralph Erskine, “a aflição é a sua cauda”. E mais, caro irmão, não é certo que a aflição também serve como um remédio para você nas mãos do seu grande Médico, Jesus Cristo? Vejamos resumidamente nove maneiras diferentes as quais nas mãos dEle as suas aflições cooperam para o seu bem estar espiritual e eterna saúde.

Primeiro, o Senhor, através da aflição, não o humilha profundamente, mostrando quem você é e o que existe dentro de vocênada além de pecado e corrupção, a parte da graça divina? Não lhe ensina o Senhor através da aflição a mesma verdade que Ele ensinou a Israel em Deuteronômio 8, “que te conduziu por aquele grande e terrível deserto de serpentes abrasadoras, de escorpiões, e de secura, em que não havia água… que no deserto te sustentou com maná…, para te humilhar, e para te provar, e afinal te fazer bem” (Dt 8:15,16)?

A aflição não só faz o verdadeiro crente se humilhar diante de Deus, mas o conserva humilde. A aflição faz secar o reservatório do combustível que alimenta o seu orgulho. Um crente aflito é semelhante uma árvore carregada de frutos; a árvore que mais se dobra ao chão é freqüentemente a que está mais cheia de frutos. Se Deus utilizar a aflição para humilhá-lo perante Ele, não estará a sua aflição cooperando para o bem?

Segundo, através da aflição o povo de Deus aprende o que é o pecado na sua desonrosa, corrompida e maldita natureza. Através da aflição eles aprendem que, como foi apropriadamente dito, “o pecado tem o diabo por pai, a vergonha por companheira, e a morte por seu salário”. Eles aprendem pela aflição que o pecado na verdade é um ataque ao coração, ao ser, e aos atributos de Deus. Como escreveu John Bunnyan, ” o pecado é uma afronta a justiça de Deus, uma violência contra a sua misericórdia, é escarnecer da Sua paciência, é menosprezar o Seu poder, e desrespeitar o Seu amor”. Eles aprendem através da aflição que o pecado é tanto a força da sua morte, como a morte da sua força.

Na aflição é como se a alma do crente fosse esquadrinhada com lanternas expondo os pecados ocultos e notórios. Quando a aflição é santificada pelo Espírito Santo, o pecado é arrancado do seu esconderijo dentro do coração e trazido à luz dos santos e prescutadores olhos de Deus. A aflição arranca a folha de figueira que cobre o filho de Deus. “Os pecados do povo de Deus são como ninhos”, escreveu o puritano William Bridge, “enquanto as folhas estiverem na árvore você não pode vê-los, mas no inverno da aflição quando todas as folhas caem, os ninhos aparecem claramente”. Quando a aflição é santificada, o pecado se torna hediondo e odioso. O pecado se torna excessivamente pecaminoso em sua verdadeira natureza. Torna-se mais odiado por sua natureza do que por suas conseqüências.

Terceiro, o Espírito Santo usa a aflição como um remédio para acabar com a enfermidade mortal do pecado nos filhos de Deus, fazendo-os produzir frutos saudáveis e piedosos. Quando o pecado faz o crente se desviar do seu Salvador, o Senhor Jesus, como um Bom Pastor, usa a vara da aflição para aprumá-lo novamente. A aflição é o cão do Pastor, enviado não para devorar as ovelhas, mas para trazê-la de volta ao aprisco. A aflição trata do pecado. “Antes de ser afligido andava errado”; confessa Davi, “mas agora guardo a tua palavra” (Sl 119:67).

Para um filho de Deus, ser afligido é um bem como é a poda para a jovem árvore pois a pressão da aflição não só remove o terrível mau cheiro do pecado, mas também revela as fragrâncias e os frutos da graça divina. Você sabe que em alguns países certas árvores crescem mas não dão fruto por não haver inverno ali? O cristão precisa de invernos de aflições para experimentar o florescer das primaveras, o crescimento do verão e a colheita de outono.

A vida dos filhos de Deus é como um sino – quanto mais forte se bate, melhor ela toca. Eles aprendem mais sob a vara que os disciplina do que sob o cajado que os consola. O Bom Pastor não está afogando suas ovelhas quando as lava, nem as está matando quando tosquia. Pelo contrário, sua lavagem é uma higiene necessária; a tosquia um privação necessária, e suas correções são lições essenciais.

A aflição colhe frutos preciosos. Ela garimpa, funde, refina e forja o crente até que o divino Ourives possa ver o seu reflexo na obra das Suas próprias mãos. Então o Cristão experimenta com Jó, “se Ele me provasse, sairia eu como o ouro” (Jó 23:10). “A aflição”, escreveu Robert Leighton, “é o pó de diamante com que o céu poli as suas jóias”.

Quarto, o Senhor se utiliza a aflição como um meio de fazer o seu povo buscá-lo, para trazê-lo de volta à comunhão com Ele, e mantê-lo junto ao Seu lado. Como na tempestade as ovelhas buscam estar junto do seu pastor, assim diz o Senhor de Israel, “estando eles angustiados, cedo me buscarão” (Os 5:15). As tempestades e o granizo da aflição leva as ovelhas para mais perto do seu Pastor. Todas as pedras que atingiram Estevão apenas o empurraram para mais perto da pedra angular, Jesus Cristo, e abriram ainda mais o céu para a sua alma. A aflição levou a mulher cananéia ao Filho de Davi; conduziu o ladrão na cruz ao seu Salvador. Não foi a coroa de Manassés, mas suas cadeias, que o fizeram reconhecer que ” o Senhor era Deus”. Mesmo o imã da rica misericórdia de Deus não traz e mantém tão perto o rebanho do seu Grande Pastor como as cordas da aflição.

Quinto, o Senhor usa as aflições moldar o seu seu rebanho à semelhança de Cristo fazendo-o participante dos seus sofrimentos e da sua imagem. Cristo foi castigado “para (o nosso) aproveitamento”, o autor de Hebreus escreveu, “a fim de sermos participantes da sua santidade” (Hb 12:10). Deus tinha apenas um Filho sem pecado, mas nenhum sem aflição. A sua vara de aflição é como um lápis com que ele traça a imagem de Cristo mais firmemente em seu povo. Pelo caminho da aflição rumo à glória eles se tornam seguidores do Cordeiro de Deus que caminha adiante do seu rebanho. Todo caminho de aflição que eles encontram já foi trilhado, conquistado e santificado pelo seu Pastor cujo sangue substitutivo, desde a sua circuncisão até a cruz, é a sua garantia segura de que nenhuma aflição ou provação será capaz de separá-los do amor de Deus em Cristo Jesus (Rm 8:39). Os seus merecidos sofrimentos os conduzem ao sofrimento substitutivo de Cristo, o qual por sua vez, os faz exclamar “o seu jugo é suave e o seu fardo é leve” (Mt 11:30). Caro irmão, não é nos tempos de sofrimento que normalmente você tem mais comunhão com Jesus Cristo em seus sofrimentos __ cuja a vida inteira, como diz Calvino, não foi outra coisa senão uma série de sofrimentos? Pode então você reclamar da leve cruz que você tem de suportar sendo um pecador culpado quando você vê a pesada cruz que Cristo teve de suportar sendo inocente?

Sexto, as aflições espirituais cooperam para o nosso bem porque o Senhor os contrabalança com consolo e alegria espirituais. “A vossa tristeza”, disse Jesus aos discípulos, “se converterá em alegria” (Jo 16:20). Ele leva o seu povo ao deserto para lhes falar ao coração (Os 2:14). Onde quer que abundem os sofrimentos de Deus, abunda a consolação de Deus (2 Co 1:4,5). A vara do Pastor possui mel em sua ponta. Todo Paulo tem sua canção para cantar na prisão. O doce seguirá o amargo. A alegria virá pela manhã. O Senhor transformará a sua água em vinho. Samuel Rutherford uma vez escreveu, “quando eu estou no porão da aflição (é a mesma palavra para adega no inglês:cellar), eu encontro os melhores vinhos do Senhor”. Na aflição, as ovelhas de Deus às vezes experimentam doces êxtases de divina alegria, que as levam como que, bem nos limites das fronteiras da Canaã celestial. Em tais momentos eles podem confessar com Elifaz o temanita, “bem aventurado é o homem a quem Deus disciplina; não despreze, pois, a disciplina do Todo-Poderoso. Porque Ele faz a ferida e Ele mesmo a ata; Ele fere, e as suas mãos curam. De seis angústias te livrará, e na sétima o mal te não tocará (Jó 5:17-19).

Sétimo, a aflição também coopera para o bem fazendo os filhos de Deus andar por fé e não por vista. Se fosse permitido ao crente sempre desfrutar dos a prazeres e alegrias deste mundo, eles passariam a amar esta vida e a depender das suas provisões espirituais ao invés de depender dAquele que tudo provê. Por isso, juntamente com as suas doces iguarias, o Senhor serve um pouco de molho azedo para ajudar na digestão, para que eles vivam, não por seus sentidos, mas pela fé. Na prosperidade o povo de Deus fala de viver pela fé; muitas vezes conselhos obscuros de palavras sem conhecimento; mas é na adversidade que eles alcançam o conhecimento prático do que é viver pela fé.

Oitavo, a aflição coopera para o bem quando desliga e afasta os cristãos das coisas deste mundo. Um cão nunca morde aqueles que são de casa, somente os estranhos. A aflição morde tão profundamente os filhos de Deus porque eles ficam tão pouco em casa com a Palavra e os costumes de Deus, e tempo demais com o mundo e os costumes dos homens. Se eles estivessem mais vezes em casa com o seu Mestre e Pastor nos lugares celestiais, as aflições seriam muito mais fáceis de suportar. “Deus”, diz Thomas Watson, “tem o mundo como um dente mole, prestes a cair, que quando arrancado, não nos cria mais problema”.
Finalmente, a aflição é proveitosa para preparar o povo de Deus para a sua herança celestial. A aflição eleva as suas almas até o céu, para buscarem “a cidade que tem fundamentos, da qual Deus é o arquiteto e edificador”(Hb 11:10). A aflição pavimenta o seu caminho para a glória. “Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação”(2 Co 4:17). “Aquele que corre para receber a coroa”, escreveu John Trapp, “não se incomodará muito com um dia chuvoso”.

Filhos de Deus, isso não é suficiente para convencê-lo que a aflição é para o seu bem __ que “nada” de bom ou necessário “faltará” a vocês, tanto temporal como espiritualmente? Ainda que o vento da aflição seja contrário à sua carne, Deus se agrada em usá-lo para conduzir você ao céu. As suas aflições são sob medida para ajustarem-se com precisão divina a você durante todo o caminho para a glória. “Em tudo (até mesmo nas aflições) dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco” (1 Ts 5:18).

 


Mensagem pregada pelo Dr. Joel R. Beek no ministério radiofônico (The Gospel Trumpet Broadcast) das Congregações da Herança Reformada Holandesa.

FALARAM MAL DE VOCÊ?

falar malComo é difícil quando você fica sabendo que uma pessoa falou mal de você e te criticou sem você nunca ter feito nada de mal a ela. Quando isso acontece nos entristecemos e nos aborrecemos em extremo; no nosso coração começa a surgir um sentimento de rancor e na nossa mente desejamos que aquela pessoa venha pagar por todo o mal que disse a nosso respeito.
Mas, em Mateus 5.44, Jesus nos ordena amar e orar por aqueles que nos perseguem e bendizer aqueles que nos maldizem: “Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus”.
Jesus nesse versículo está nos mostrando como deve ser a nossa atitude diante das críticas, maldições e das fofocas, devemos amar, orar e bendizer, aqueles que nos odeiam e nos perseguem e nunca amaldiçoar ou desejar o mal a eles.
Certa feita perguntei a Deus como devia orar por uma pessoa que havia falado muito mal de mim e do meu ministério, a resposta do Senhor foi a seguinte: “Ore por ela, exatamente para que Eu faça na vida dela o mesmo que você quer que Eu faça na sua!”
A partir desse dia pude compreender melhor o coração de Deus. A bíblia diz: “Porque faz que o seu sol se levante sobre maus e bons, e a chuva desça sobre justos e injustos” ( Mateus 5.45).
Aprendi que se Aquele que é a fonte de todo amor e bondade habita em mim, eu como seu filho, devo deixar que o amor e a bondade Dele, flua através da minha vida, independente se as pessoas são merecedoras ou não.
Pense nisso!
Pr. Felipe Costa